A Impala decidiu suspender as revistas Crescer e Boa Forma. A decisão tem efeitos imediatos e foi justificada pelo grupo de Jacques Rodrigues, em nota enviada às redacções, com a “falta de sinais de recuperação do mercado”, sendo que a mudança de periodicidade efectuada no ano passado (a Crescer passou a bimestral e Viva em Boa Forma a trimestral) terá sido “insuficiente para equilibrar os títulos em termos económicos”. De acordo com os dados do APCT, em 2009 a Crescer apresentava uma média de circulação paga de 9.272 exemplares e a Viva em Boa Forma 11.315, menos 0,28% e 0,89% que face a 2008.
Ao que o M&P apurou a decisão terá sido comunicada à redacção na passada sexta-feira, tendo o encerramento dos títulos, há mais de uma década no mercado, implicado um “processo de lay-off dos dez colaboradores” ligados às duas revistas (oito jornalistas e dois paginadores), cujos termos ainda não terão sidos comunicados pela administração aos funcionários. De acordo com o Código de Trabalho, o lay-off, uma redução temporária do período normal de trabalho, terá de ser aprovado pelo Ministério do Trabalho e Solidariedade Social, já que à redução de horário é acompanhada por uma redução de salário que passa a ser de dois terços do salário mensal habitual, mas nunca abaixo do ordenado mínimo nacional, suportando a empresa apenas o pagamento de 30% do ordenado, sendo os restantes assegurados pela Segurança Social. Os trabalhadores podem estar seis meses em lay-off, podendo o prazo ser prorrogado por mais seis meses.
Luís Peniche, director dos dois títulos, escusou-se a fazer comentários, remetendo qualquer informação para a administração do grupo. Até ao fecho desta edição não foi possível obter um comentário da administração da Impala.
O grupo, recorde-se, realizou em Abril de 2009 um processo de despedimento colectivo.