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Publicidade :: Noticias

Mybrand contrata Teresa Lança e separa-se da Fischer

17 de Março de 2010 às 00:05:04, por Pedro Durães

A Mybrand acaba de contratar Teresa Lança, anterior vice-presidente e directora executiva da agência W/Portugal, para dirigir à unidade de publicidade da empresa, lançada em 2008. A informação foi avançada ao M&P por Aníbal Pires, partner da empresa presidida por João Frade. “A contratação da Teresa Lança, que é uma pessoa com uma larga experiência na área da publicidade, insere-se num reforço da equipa em áreas nas quais consideramos ter algumas lacunas ou pontos fracos”, explica Aníbal Pires. A profissional, que passa a ser também partner da Mybrand, ficará responsável pela advertising unit da empresa, unidade centrada na criação publicitária activação de marca e que representou uma grande aposta para os dois últimos anos com a “admissão de cerca de 20 pessoas” e que representou já “mais de 50 por cento” do volume de negócios do grupo durante o último ano. Recorde-se que a W/Portugal entrou no início deste ano em processo de insolvência.

O reforço da área de publicidade da Mybrand coincide com o momento em que a empresa se prepara para sair do capital da Fischer Portugal. Recorde-se que à data da entrada do grupo Fischer em Portugal, a Mybrand detinha 40 por cento do capital da agência, enquanto o grupo brasileiro Total, que controla a Fischer América, tinha 60 por cento. “Chegámos a um acordo com a Fischer para uma separação amigável. Já há quase um ano que a Mybrand não faz parte da gestão da Fischer, embora ainda seja accionista com 40 por cento. Falámos muito e damo-nos muito bem com a Fischer, não há problemas nenhuns, mas temos estratégias diferentes, quer para Portugal na publicidade, quer para o Brasil no branding. Queremos seguir um caminho diferente. Mais umas semanas e fica concretizada essa alteração”, explica Aníbal Pires.

Teresa Lança referiu, em declarações ao M&P, que “o objectivo passa por ter uma unidade de advertising muito forte, que vem acrescentar um lado que faltava a uma empresa com uma vertente de branding muito consistente, e fazer uma grande aposta nos new media”. Mas “não no conceito de new media que actualmente se trabalha em Portugal”, explica a profissional, que pretende “trabalhar as marcas verdadeiramente ao nível de new media como se faz internacionalmente e trazer o conceito de adverteinment porque a publicidade tem de ser lúdica e há coisas muito aborrecidas por aí”. É “na criatividade que vamos fazer toda a diferença”, remata.