A holding de Francisco Pinto Balsemão fechou 2009 com um resultado líquido positivo de 7,783 milhões de euros. “Num ano particularmente difícil para o sector, a Impresa concretizou assim o turnaround prometido aos accionistas no início do exercício”, diz a empresa no relatório enviado à CMVM, onde recorda que 2008 fechou com prejuízos de 26,9 M€, em 2008”. “Para alcançar estes objectivos, e uma vez que as receitas consolidadas (253,216 milhões de euros) desceram 7,3%, foram fundamentais a reestruturação efectuada em 2008, o plano de contingência lançado já em 2009 e o apertado controlo dos custos que se verificou ao longo de todo o exercício. Estas medidas permitiram que os custos operacionais descessem 18% ou 48,1 milhões, em 2009, em relação ao pró-forma”, explica a holding.
No último ano as receitas de publicidade situaram-se nos 138,907 milhões (menos 16,8%), a subscrição de canais representou 42,489 milhões (mais 11,6%), a circulação 34,499 milhões (mais 6,5%), a multimédia 13,484 milhões (umas quebra de 22,8%), os produtos associados 5,152 milhões (mais 25,9%) e o item outras 18,686 milhões (mais 31,8%).
A área de televisão registou uma quebra de receitas de 9,4%, mas os custos desceram 14,2%, terminando 2009 com um EBITDA de 22,6 milhões de euros, mais 34% do que no final de 2008.
Na Publishing, que viveu em 2009 o seu primeiro ano completo de actividade, “a descida dos custos operacionais (-10,5%) permitiu compensar a quebra das receitas (-3,9%), principalmente de publicidade (-19,2%). Como resultado, o EBITDA teve uma forte subida, de 97,2% para 11,6 milhões. De destacar a margem EBITDA de 20,9%, registada no 4º trimestre. Em termos anuais, a margem EBITDA foi de 12,7%”, sintetiza a holding.
A Impresa Digital, reestruturada em 2009, “pela primeira vez alcançou um cash-flow operacional positivo, em termos anuais”, tendo fechado o ano com um EBITDA de 405.981 mil euros.
Em globais a Impresa terminou 2009 com um EBITDA de 33,289 milhões, mais 71,9% do que em 2008.
Com investimentos na ordem dos 12 milhões de euros, a dívida líquida da holding passou de 241,1 para 231,3 milhões e a capitalização bolsista subiu 113,1%, atingindo 300,7 M€ no final de 2009.
Quanto a este ano, “depois de, em 2009, se ter registado a maior descida do mercado publicitário das duas últimas décadas, perspectiva-se um crescimento positivo, embora moderado, para 2010, no seguimento do que já aconteceu no 4º trimestre de 2009”. A Impresa perspectiva assim “um crescimento da facturação e dos resultados líquidos e nova redução da dívida.