A Ipsos APEME, que resulta da fusão da Ipsos Portugal e da APEME, vai apresentar-se ao mercado em breve. A estrutura nasce depois da compra de 25 por cento da APEME por parte da multinacional francesa de estudos de mercado, ficando os três sócios da APEME, Carlos Liz, Marina Petrucci e Mariana Machado com os restantes 75 por cento da empresa. Com esta reorganização, Marina Petrucci, até aqui directora de clientes da APEME, assume funções de country manager da Ipsos APEME, enquanto Isabel Rebelo da Silva, directora-geral da Ipsos Portugal, fica como directora de estudos quantitativos e responsável pelo pelouro da direcção financeira. Carlos Liz, director-geral da APEME, será responsável pelas áreas de partnership e strategy & innovation da nova agência de estudos de mercado. Mariana Machado continua como directora de estudos qualitativos.
“Em termos mundiais, a Ipsos está habituada a ter uma posição de liderança onde actua. Em Portugal, apesar de ter uma presença já histórica, por diversas razões isso não aconteceu”, refere Marina Petrucci, que assegura que quer “subir no ranking das empresas que operam em Portugal, se possível tão próximo quanto a posição que ocupamos noutros mercados”. A nova estrutura pretende aproveitar as sinergias do “valor da marca APEME em Portugal” e da experiência em estudos quantitativos da Ipsos. Ao mesmo tempo, quer “potenciar a relação com os clientes e desenvolver relação com outros clientes que trabalhem com a Ipsos a nível internacional”. A Procter & Gamble, Coca-Cola, Modelo Continente, BES, Optimus e Mundicenter estão entre os clientes da empresa, que conta agora com 18 pessoas. “Estamos a reconfigurar a estrutura e existe a possibilidade de precisarmos de mais pessoas”, adianta a country manager. Fora deste negócio fica o escritório da APEME em Angola, aberto em Setembro passado. Marina Petrucci acredita que o mercado pode registar mais fusões e aquisições. “Assistimos à quebra de facturação na ordem dos 10, 20 ou mais por cento. Há muita empresas pequenas de capital nacional dirigidas por técnicos que criaram a sua própria empresa e que não estão tão dirigidas para a rentabilidade. Com os preços praticados há empresas que não vivem, sobrevivem.”