O Turismo de Portugal garantiu ontem que as inserções publicitárias que fez no Público, “foram aquelas que constavam inicialmente na proposta da Carat, nem mais nem menos”. O organismo reagia assim às declarações de José Manuel Fernandes, ex-director do Público, que na passada quarta-feira na Comissão Parlamentar de Ética, declarou que tinha conhecimento que o Turismo de Portugal tinha dado instruções a uma agência de meios para não divulgar uma campanha publicitária no jornal. José Manuel Fernandes, que dirigiu o Público até fim de Outubro de 2009, falava no âmbito do processo sobre as alegadas interferências do executivo de Sócrates na comunicação social.
Também André Freire de Andrade, CEO da Carat Portugal, negou que a agência de meios que dirige tenha prejudicado ou beneficiado algum meio a pedido do Turismo de Portugal. “Em momento algum nos disseram faça ou deixe de fazer”, afirmou.
Recorde-se que em 2009 a conta do Turismo de Portugal mudou de mãos. Em Julho foi tornado público que a Carat tinha ganho os meios do Turismo de Portugal, que estavam até aí na Espaço OMD. O M&P tentou obter junto da OMD mais esclarecimentos sobre as alegadas pressões do Turismo de Portugal, mas até ao final do dia de ontem foi impossível.
Segundo a fonte oficial do Turismo de Portugal, a OMD trabalhou os meios do organismo até final de 2008 e “tem actualmente em curso de lançamento novo procedimento concursal para a contratação de publicidade a efectuar nos próximos meses”.