Salomão Figueiredo é o novo realizador da Albiñana Filmes. O realizador, que esteve até 2006 na Montaini e nos dois anos seguintes na Tangerina Azul, colaborava até aqui em regime de freelancer com várias produtoras nacionais, como a Made in Lisbon, Chocolate Filmes e Stopline. Além disso, foi responsável por produções na Bélgica e na África do Sul. “Precisava de uma estrutura fixa, que apoiasse o andamento dos meus projectos”, comentou ao M&P Salomão Figueiredo. Sem querer colocar objectivos de trabalho para a Albiñana, Salomão Figueiredo refere: “Um filme seria bom, seis seria óptimo e 12 brilhante”.A Albiñana, produtora de filmes publicitários de origem espanhola, abriu há dois anos um escritório em Lisboa dirigido por Paola Maluf. Salomão Figueiredo é o primeiro realizador residente de nacionalidade portuguesa. “É uma boa altura para o apresentar ao mercado. É um realizador experiente com uma visão e vontade internacionais. É jovem mas já tem bagagem internacional”, justifica Paola Maluf. Além disso, passa a ser uma opção para a Albiñana em Espanha. No ano passado, a produtora, segundo Paola Maluf, teve em mãos 15 projectos nacionais. Neste momento tem em produção três filmes e prepara orçamentos para mais seis. “Penso que o mercado nos vê como uma produtora com boa resposta ao nível de produção e de realização. Tanto temos um realizador para grandes produções como para produções mais rápidas”, descreve. Neste momento a Albiñana Lisboa conta com sete pessoas. “Temos a estrutura com o tamanho correcto para o momento de hoje. Não adianta ter uma folha de pagamentos enorme, porque depois teríamos de vender a alma ao diabo”, refere. “Além disso, os nossos parceiros têm mais a ver com a qualidade do que com a quantidade”, completa Paola Maluf. Também Salomão Figueiredo sustenta que se está a conseguir “fazer autênticos milagres para ter uma boa produção. Os orçamentos estão mais baixos, mas estamos a adaptar-nos. Há menos espaço para experimentar, mas há outras plataformas para explorar, comos os virais e os filmes institucionais”.