O director do Diário de Notícias João Marcelino ganhou o processo interposto pela Cofina que pedia uma indemnização de cinco milhões de euros.Em declarações ao M&P, o profissional considerou que a decisão do Tribunal de Trabalho de Lisboa relativamente ao processo – “essa coisa esotérica e sem qualquer sentido” e “uma coisa indigna de um grande empresário como Paulo Fernandes” – foi “bom para a classe jornalística”.
A Cofina, recorde-se, exigia que João Marcelino pagasse um ano de salário pela sua saída do Correio da Manhã para liderar o diário do grupo Controlinveste, e valor semelhante por cada trabalhador que levou consigo, perfazendo um total de cinco milhões de euros, por alegadamente ter violado o contrato ao sair do CM para um diário concorrente.
João Marcelino afirma que com este processo a Cofina pretendeu evitar o pagamento de valores que lhe são devidos e que serão reclamados num processo que começará em Março. João Marcelino não quis revelar o montante da verbas em questão, mas diz que “certamente não serão cinco milhões de euros”. “É o valor justo para um quadro como eu”, diz.
Contactado pelo M&P fonte oficial da Cofina, adiantou que o grupo irá recorrer da decisão. “A Cofina respeita a decisão do tribunal de primeira instância, mas continua convicta da razão que lhe assiste. Para a Cofina o contrato é válido, configura um encontro de vontades estabelecido livremente, com direitos e deveres para as partes. Por isso, a Cofina irá recorrer da decisão para instância superior”.