Os governantes podem não ter conseguido chegar a um acordo sério na Conferência de Copenhaga quanto às alterações climáticas, mas os consumidores afirmaram há muito o que pretendem de uma empresa em termos de ética e de sustentabilidade. E as marcas tiveram que reagir. A Galp Energia não hesita em apelar à partilha de veículos, a Carris criou o Movimento Menos Carros, a EDP, ao nível da comunicação e do negócio, quer ser sinónimo de energias renováveis e, a nível internacional, a BP transformou-se num exemplo de comunicação verde. Os exemplos de empresas que incorporaram as preocupações ambientais e sociais no seu discurso acentuou-se ao longo da década. Compromissos sobre a origem das matérias-primas, as condições dos trabalhadores, a quantidade de calorias dos produtos, ajudas à comunidade ou produtos “verdes” tornaram-se frequentes. Mesmo assim, o movimento “go green” teve de passar a conviver com o “green washing”, isto é, empresas que se auto-denominam de eco-friendly quando na verdade não o são. Foi também para separar o trigo do joio que as principais empresas tiveram de começar a vir para a praça pública apresentar a sua politica de sustentabilidade sob a forma de relatório anual. Muitas vezes entregam esta auditoria a empresas exteriores. Sim, porque o verde também se tornou um negócio e começaram a florescer unidades e empresas na área da comunicação direccionadas para a sustentabilidade e para a responsabilidade social.