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Media

Tendências da década – A afirmação da consultoria em comunicação

15 de Janeiro de 2010 às 05:23:31, por Rui Oliveira Marques

O último estudo de Benchmark da APECOM (Associação Portuguesa das Empresas de Conselho em Comunicação e Relações Públicas), publicado em Novembro, avança com alguns números que ajudam a perceber a dimensão do sector. As 35 principais agências do sector representaram em 2008 um volume de negócios na ordem dos 57,7 milhões de euros. Sinal do crescimento é que das empresas analisadas neste estudo, 13 nasceram depois de 2000. Mas não foi só ao nível da facturação que as agências ganharam protagonismo. Ao longo da década vários episódios foram o ponto de partida para debates sobre o papel das agências e a influência que exercem sobre os jornalistas. Em 2004, a direcção editorial do DN pediu a demissão e Fernando Lima, à frente do titulo, afirmou que a direcção cessante tinha a “convicção (de) que foi vítima de uma luta de agências de comunicação que tentam influenciar a informação do poder para obter vantagens”.Dois anos depois, Manuel Maria Carrilho no livro Sob o Signo da Verdade, que relata o percurso do então candidato socialista à Câmara de Lisboa acusou António Cunha Vaz, entre outros mimos, de “comprar opinião”. A questão acabou em tribunal. Já em 2008, Cunha Vaz obteve um destaque inédito para um consultor, quando ocupou uma capa do Público graças a uma entrevista de fundo. “Quem é este homem?”, perguntava o diário. Pacheco Pereira também não se cansou de criticar o papel que os consultores começaram a ganhar na área política, com destaque para Luís Paixão Martins e para Cunha Vaz.