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Media :: Noticias

Ongoing obrigada a vender participação na Impresa (Act.)

15 de Janeiro de 2010 às 02:00:00, por Ana Marcela

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) não aprova a OPA ao grupo Media Capital “enquanto a Ongoing não efectivar a venda” da totalidade da participação que detém na Impresa.O parecer do organismo regulador foi hoje anunciado e, por unanimidade, determina que para efectivar a compra de até 35% do capital do grupo que detém a TVI, a holding de Nuno Vasconcellos terá de vender a totalidade da participação de mais de 20% na Impresa a uma entidade à qual não estejam “de forma directa ou indirecta, em relação de domínio”. A ERC recorda que na notificação entregue pela Ongoing ao organismo regulador a empresa já tinha manifestado a intenção de vender a participação na Impresa.

No seu parecer o organismo considerou que apesar da participação da Ongoing no grupo Impresa não lhe “permitir exercer, directamente, uma influência determinante na condução dos seus destinos”, a sua posição accionista coloca-a numa “posição privilegiada” dando-lhe acesso a informação “geralmente vedada aos concorrentes”. Mais, argumentava a ERC, a posição simultânea no grupo Impresa e Media Capital “por si só” resultaria “num risco muito significativo para o pluralismo e para a diversidade em áreas tão relevantes como a televisão, do mercado de trabalho dos jornalistas e restantes profissionais da comunicação social, da publicidade televisiva e da produção de conteúdos”.

Apesar dos ‘remédios’ da ERC, a Ongoing assegurou em declarações à Lusa manter o interesse na operação, estando o grupo a aguardar notificação da ERC, adiantando ainda fonte do mesmo grupo já ter recebido duas manifestações de interesse pela participação que detém na Impresa. Joe Berardo, recorde-se, já afirmou ter vontade de entrar na holding de Pinto Balsemão.

“Correcta” foi como a Impresa classificou a decisão da ERC. Em nota enviada às redacções, o grupo considera que a mesma “vai ao encontro das dúvidas que em momento oportuno manifestámos relativamente à existência de um accionista de referência comum à Impresa e a um grupo com actividade concorrente”.

Conhecida a decisão após fecho de bolsa, a mesma não impactou as acções da Impresa que subiram 0,58%, para os 1,74 euros.