Os primeiros dez meses do ano passado não foram positivos para a imprensa diária generalista. Apesar da entrada a partir de Maio de um novo operador no mercado, o I, o segmento cai 6,8%, para uma média de circulação total de 322.218, ou seja, menos 23.528 exemplares que em igual período de 2008. Nos semanários as notícias também não são muito animadoras com o segmento a descer 6,63% também no acumulado do ano para uma média de circulação paga de 155.707 exemplares. Já o segmento das newsmagazines segurou os números face ao período homólogo de 2008, fixando-se nos 189.765 exemplares. No segmento dos diários gratuitos a comparação do acumulado do ano revela quebras acima dos 40% em termos de circulação total, contudo a evolução do bimestre indicia um aumento da circulação dos títulos com o segmento a aumentar 10,1%.Nos títulos económicos as subidas mantêm-se independentemente da periodicidade dos títulos, contudo tantos nos diários como nas revistas mensais o item vendas em bloco dá um contributo decisivo para esses crescimentos.
O segmento de sociedade cresce 13,49% de Janeiro a Outubro face a igual período de 2008, mas no bimestre a quebra é de 17%. Uma tendência de descida que também ocorre na análise bimestral no segmento das revistas femininas mensais e das semanais, embora as descidas ocorridas tenham uma menor dimensão. Nas masculinas a Playboy lidera, tendo a sua entrada ajudado a manter o segmento com crescimentos face a Janeiro/Outubro de 2008.
O?mesmo cresce 38,88% no período, para os 186.841 exemplares, apesar das quebras verificadas nos dois principais títulos: a Maxmen e a FHM.
Informação Geral
O Correio da Manhã mantém-se na liderança nos diários em banca. Até Outubro o diário da Cofina obteve uma média de circulação paga de 118.532 exemplares, valor que representa uma descida de 0,97% face a igual período de 2008. Na comparação homóloga, de resto, a generalidade dos títulos do segmento regista descidas, com o Jornal de Notícias a apresentar a maior quebra em número de exemplares (-12.997), para os 91.422 exemplares, seguido do 24 Horas que cai 27,67%, para os 27.692 exemplares, ou seja, menos 10.595 exemplares que nos primeiros dez meses de 2008. A tendência de quebra ocorre igualmente noutro título da Controlinveste, com o Diário de Notícias a fixar a sua média de circulação paga nos 34.408, ou seja, menos 16,96% que em relação ao período homólogo, tendência que se estende ao Público. O diário da Sonaecom vê descer em 9,34% a sua média de circulação paga, para os 37.997 exemplares. O I, desde Maio no mercado, fixou os seus números nos 12.167 exemplares. O segmento quebra 6,8%, fixando-se nos 322.218 exemplares de média de circulação paga, ou seja, menos cerca de 23,5 mil exemplares que em igual período do ano passado, fruto também de um bimestre negativo para a generalidade dos títulos, inclusive o líder Correio da Manhã que desce 4,1%, para os 120.982 exemplares. Do bimestre Julho/Agosto para Setembro/Outubro o Jornal de Notícias cai 9% e 7.950 exemplares, para uma média de circulação paga de 80.223, o Diário de Notícias 13% e 4.083 exemplares para os 27.370 exemplares e o 24 Horas 13,4% e 3.139 para os 20.225 exemplares. O título, recorde-se foi em Maio objecto de uma reformulação gráfica e de conteúdos.
O segmento dos semanários caiu 6,63% no acumulado do ano, fixando a sua média de circulação paga nos 155.707 exemplares, números que resultam das quebras ocorridas no Expresso (-7,44%) e Sol (-4,5%), que fixam a sua média de circulação paga nos 111.954 e 43.753 exemplares, respectivamente. No bimestre os resultados são mais positivos com o segmento, empurrado pelo crescimento de 2,5% na média de circulação paga do Expresso (para os 112.317 exemplares), a subir 1,2%, para os 159.582 exemplares. O Expresso mantém-se na liderança.
Nas newsmagazines os números no acumulado do ano sofrem uma ligeira subida de 1,04%, para os 189.765 exemplares, apesar da quebra de 15,44% ocorrida na Focus, para os 9.829 exemplares. Em termos de média de circulação paga a Visão mantém-se na liderança, mas a Sábado é o título mais vendido em banca, com 57.339 exemplares, número superior aos 52.491 exemplares da newsmagazine da Impresa Publishing. No bimestre Setembro/Outubro o segmento já não apresenta, no entanto, um desempenho tão positivo, com a quebra, sobretudo da Visão (-14,1%) a empurrar o segmento para uma descida de 8%.
Económicos
8,87% foi a subida ocorrida no segmento dos diários de economia de Janeiro a Outubro do ano passado, fixando a média de circulação paga deste segmento nos 49.236 exemplares. O desempenho positivo do segmento decorre das subidas verificadas nos títulos, com o Jornal de Negócios a liderar as subidas em termos percentuais (+15,23%) e o Oje em número de exemplares (+1.434 exemplares) fixando a média de circulação paga dos títulos nos 9.664 e 24.845 exemplares no acumulado do ano. O Diário Económico regista igualmente um crescimento de 9,68%, adicionando 1.300 exemplares à sua média de circulação que se fixa nos 14.727 exemplares. Para este crescimento dos títulos de economia o item vendas em bloco teve um contributo positivo, já que de Janeiro a Outubro o Diário Económico aumentou de 4.474 para 6.270 exemplares este item, ou seja, mais 1.796 exemplares, tendo o mesmo subido 1.245 exemplares no Jornal de Negócios. O peso do item vendas em bloco também se faz sentir no semanário Weekend Económico. No acumulado do ano o título da Económica sobe 8,43%, para os 10.569 exemplares, tendo adicionado 822 exemplares à sua média de circulação paga. Em termos de vendas em bloco o jornal subiu 1.906 exemplares. Uma evolução que ajudou a contrabalançar a quebra de 4,86% ocorrida no Vida Económica, que fixa a sua média de circulação nos 11.371 exemplares, valor que lhe garante a liderança do segmento. O mesmo aumenta 1,11%. No bimestre a subida é mais expressiva, 13%, empurrada sobretudo pelo Weekend Económico que no período sobe 19,9%. Nos títulos mensais a Exame lidera com uma média de circulação paga de 26.043 exemplares, reforçando em 17,94% a sua posição no segmento. Com excepção da Negócios & Franchising (que cai 27,75%, para os 9.041exemplares), a generalidade dos títulos sobe sendo a subida mais expressiva em termos percentuais a ocorrida na Executive Digest: o título da Multipublicações aumenta em 22,7%, para os 8.746 exemplares (+1.622 exemplares). Tendência que se estende a outra revista da editora, a Marketeer, que aumenta em 8,67%, para os 10.105 exemplares a sua média de circulação paga (+806 exemplares). Crescimentos que contaram com o contributo do item vendas que na comparação homóloga do acumulado do ano sobe na Executive Digest 2.044 exemplares e 1.735 na Marketeer. No acumulado do ano o segmento cresce 7,45%. No bimestre, o crescimento da Negócios & Franchising (+26,3%) é insuficiente para conter a descida ocorrida nos restantes títulos do segmento, levando a uma quebra de 4,8%.
Gratuitos (circulação total)
Os primeiros dez meses do ano não foram positivos para o segmento dos gratuitos que cai 43,57% a sua média de circulação total, fixando-a nos 303.696 exemplares. Apesar de manter a liderança do segmento com 105.679 exemplares, o Global Notícias é o gratuito que mais viu diminuir a sua circulação total, que desce 47,94% (-97.305 exemplares), face ao período homólogo de 2008, seguido do Destak. O gratuito da Metro News cai 42,64%, para os 94.332 exemplares. O Metro mantém-se na segunda posição, embora a descida de 39,28%, para os 103.685 exemplares, ocorrida em relação aos primeiros dez meses de 2008. Todavia, os dados do bimestre de Setembro/Outubro já revelam alguma recuperação dos números de circulação total do segmento. Fruto dos reforços de circulação do Metro (+16,3%) e do Destak (+15,4%) face a Julho/Agosto o segmento revela um novo dinamismo, aumentando em 10,1% a sua média de circulação total, para os 304.140 exemplares.
Sociedade
Setembro/Outubro não foi um bimestre feliz para as revistas de sociedade. O segmento cai face ao bimestre anterior 17%, para os 404.556 exemplares, resultado das descidas ocorridas em todos os títulos. A Caras lidera a descida em número de exemplares, vendo reduzida em 19.408 (-17,7%), para os 90.400 a sua média de circulação paga, seguida da Lux, que diminui 17.815 exemplares, para os 60.887. Em termos percentuais a maior descida foi a recém-chegada Cuore que quebra 30,5%, para os 29.862 exemplares a sua média de circulação paga. Contudo, o desempenho do bimestre não afecta o acumulado do ano que vê subir em 13,49%, para os 416.798 exemplares, a sua média de circulação paga face a Janeiro/Outubro de 2008. Para a subida a rondar os 50 mil exemplares contribuiu de forma decisiva a entrada da Cuore que adiciona mais 36.787 exemplares de média de circulação paga, mas também o desempenho positivo da generalidade dos títulos que reforçam os seus números, com destaque para a Flash (+11,77%), Vip (9,7%) e Caras (+4,13%), face ao período homólogo de 2008. A Nova Gente mantém-se na liderança.
Masculinas
A Playboy lidera com 75.075 exemplares o segmento das masculinas. A entrada do título da Frestacom Media contribui de resto para a subida de 38,88% ocorrida no segmento no acumulado do ano, com a generalidade das revistas masculinas a apresentarem descidas nas suas médias de circulação paga face aos primeiros dez meses de 2008. Em número de exemplares a FHM é aquela que regista a maior diminuição da sua média de circulação paga, tendo o título da Impresa Publishing caído 9.494 exemplares (-20,53%), para uma média de circulação paga de 36.752 exemplares, seguida da Maxmen. A revista da MCE-Progresa vê reduzir no período em 8.439 exemplares a sua média de circulação paga, para os 39.226 exemplares (-17,7%).
A GQ é a excepção a esta tendência de quebra, com o título da Cofina a subir 8,91% a sua média de circulação, para os 16.673. Uma evolução positiva também ocorrida na análise bimestral, em Setembro/Outubro a revista aumenta em 12,2%, para os 16.606, a sua média de circulação paga face a Julho, já que, recorde-se, o título não é editado em Agosto, o que impacta a análise. Além da GQ, apenas a Playboy melhora o seu desempenho face ao bimestre de Julho/Agosto, subindo 15,5%, para uma média de circulação paga de 76.242 exemplares. Neste período o segmento cai 2,3%, para uma média de circulação paga de 179.917 exemplares.
Femininas
Apesar de uma evolução bimestral negativa (-4,2%), o segmento das revistas femininas mensais segura o seu desempenho no acumulado do ano face aos primeiros dez meses de 2008 (+0,43%). A Happy Woman reforça em 9% a liderança do segmento, fixando a sua média de circulação nos 114.009 exemplares, subida que juntamente com o crescimento de 4,54% da Máxima (para os 55.112 exemplares) contribui para o desempenho do segmento que regista uma média de circulação de 408.980 exemplares. De Janeiro a Outubro a generalidade dos títulos vê cair suas médias de circulação paga face ao período homólogo de 2008. A tendência de quebra é ainda mais visível na análise bimestral, tendo inclusive a líder Happy Woman registado em Setembro/Outubro uma descida de 4,7% nos seus números de circulação paga, fixando-a nos 119.604 exemplares, sendo a maior quebra face a Julho/Agosto sido a ocorrida com a Cosmopolitan (-14,9%, para os 36.674 exemplares). As excepções são a Lux Woman (+2,4%), o Guia Astral (+1,9%) e a Vogue (+1,6%).
A Maria lidera as femininas semanais com 208.638 exemplares, valor que representa uma quebra de 7,26% face aos primeiros dez meses de 2008. Neste período apenas a Mariana não vê diminuir os seus números de circulação (o título subiu 2,26%, para os 23.679 exemplares), tendo a generalidade dos títulos caído face ao período homólogo, empurrando o segmento para uma descida de 6,34%, para os 396.648 exemplares. Na análise bimestral o segmento também apresenta um desempenho em queda, embora menor (-2,1%). No período apenas a Telenovelas sobe 2% a sua média de circulação paga, para os 95.575 exemplares.