Dentro de 10 anos, quando este jornal decidir fazer o balanço da década que se segue, provavelmente os leitores já não irão lê-lo na versão em papel. As mudanças no acesso à informação continuarão a fazer o seu percurso e as plataformas que começam a nascer e que cruzam as tecnologias dos smartphones e dos computadores vão tornar esses novos dispositivos no principal suporte para a imprensa. A lógica das empresas que actuam no sector da comunicação também irá alterar-se. Em 2006, Pedro Pina dizia ao M&P que em 2010 estaria a fazer mais publicidade para internet do que para televisão. A McCann de 2010, tal como as outras agências do mercado, ainda não mudaram de paradigma, mas a lenta transformação é imparável. Em jeito de balanço da primeira década do milénio, decidimos percorrer na primeira edição deste ano do M&P os 10 factos que a marcaram, as pessoas que mais se destacaram nas áreas da media, publicidade e comunicação e quais as campanhas incontornáveis. É uma escolha nossa, subjectiva, mas ponderada. Dentro de 10 anos, quando a equipa do M&P decidir fazer um balanço semelhante, as tendências, protagonistas e projectos de comunicação serão seguramente diferentes. Ficarão em destaque uma geração que é agora mais nova e uns projectos de comunicação que, aí sim, não passarão pelos suportes de media tal como os conhecemos hoje.