A Lift, além de ganhar os Prémios M&P, foi este ano nomeada para os Sabre Awards e para os European Excellence Awards pelo inquérito de satisfação da AstraZeneca. Com a Lift a voltar a figurar na lista das agências mais premiadas no sector da comunicação (ver edição desta semana do M&P), o M&P aproveitou para fazer o balanço do ano junto de Salvador da Cunha, CEO da agência. Citibank, Vitaminwater, Fundação Madeleine, Geox, grupo André Jordan, grupo Barraqueiro, grupo Bayer, grupo BNP Paribas e HP estão entre os clientes ganhos em 2009. Para o próximo ano, poderá vir a compra de participações noutras agências, mas sobre esse assunto, Salvador da Cunha prefere não adiantar mais pormenores.
Meios & Publicidade (M&P): Praticamente não existem prémios nacionais que distingam as agências de comunicação. Este cenário deveria ser mudado? Os clientes na hora de contratar uma agência de comunicação valorizam os prémios?
Salvador da Cunha (SC): É verdade que os prémios nesta área são escassos, para além dos prémios anuais da Meios & Publicidade não existem ainda outros prémios credíveis que distingam as consultoras de comunicação. É um cenário que se deveria alterar, porque para além de ser um dos factores distintivos de cada consultora para todos os seus stakeholders, é também uma forma excelente de motivar as equipas de trabalho. A Lift dá uma grande importância aos prémios, razão pela qual concorre regularmente aos Sabre Awards e aos European Excellence Awards, os dois mais importantes prémios europeus para o nosso sector de actividade.
M&P: Olhando para 2009, que mudanças implementou na Lift de forma a ajustar a agência ao cenário de crise que afecta o sector da comunicação?
SC: A Lift contratou no dia 1 de Janeiro quatro consultores muito seniores, completando o quadro para o ano. A aposta num cenário onde a senioridade dos consultores seria um factor diferenciador muito relevante em tempos de crise resultou em pleno. Simultaneamente, deixamos sair alguns dos consultores desadaptados e cujo valor acrescentado não era muito relevante, criando condições para reduzir significativamente a estrutura de custos e apostar no aumento significativo de produtividade da equipa. O ano deverá fechar com um crescimento orgânico próximo dos 15%, com uma estrutura de custos mais reduzida.
M&P: E como perspectiva 2010?
SC: 2010 será um bom ano, na medida em que a base de contratos que temos para o ano é muito superior à que tínhamos há um ano, o que só por si será responsável por um crescimento de facturação superior a 10%. Se o nível de procura dos serviços da Lift se mantiver, as perspectivas de crescimento dos fees serão superiores a 20%. Para além do crescimento orgânico, a Lift irá desenvolver esforços que nos permitam ser um player na consolidação deste sector de actividade.