“Não é visível qual o cenário. Mas podemos olhar para outros sectores, como por exemplo a banca. Há 10 anos também se dizia que os balcões iam acabar e seria tudo feito pela internet. Hoje grande parte das operações são realizadas pela internet, mas o número de balcões aumentou, prestam é serviços diferentes”.
O paralelismo é feito por Alexandre Nilo Fonseca, director-geral de marketing da Controlinveste e também presidente da Associação do Comércio Electrónico e da Publicidade Interactiva, e foi proferido na conferência do Dia Nacional da Imprensa, promovida pela Associação Portuguesa de Imprensa.
Alexandre Nilo Fonseca e Luís Miguel Fernandes, director-geral da Impresa.com, discutiam a hipótese da rentabilização dos conteúdos online passar por micro-pagamentos, uma possibilidade praticamente inexistente, mas que começa a ganhar entusiastas com a constatação de que a publicidade online são será suficiente para garantir a viabilidade dos projectos na internet.
“Não temos dúvidas de que é o modelo, mas não o podemos encontrar sozinhos”, constata Luís Miguel Fernandes, na opinião de quem só será possível cobrar por conteúdos se o tempo que se demorar a pagar for inferior ao tempo a gasto a encontrar conteúdos idênticos mas gratuitos ou, por outro lado, se forem realmente “relevantes e únicos”. Por outro lado, defende o responsável da Impresa, poderemos estar a falar de cobrar 5 cêntimos por artigo e também é necessário analisar até que ponto as audiências perdidas compensam o retorno pelo pagamento de conteúdos.
Apesar dos caminhos serem ainda desconhecidos, Alexandre Nilo Fonseca recorda os casos do iTunes ou da Amazon, e também o conceito just for you subjacente aos dois projectos, que basicamente consiste em fomentar a compra dando a conhecer a quem comprou determinada música ou livro outros produtos pelos quais provavelmente terá interesse.
Certo, para os dois profissionais, é que o futuro passará pela conjugação da internet, com o mobile e o papel.