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Cronistas

Sair ou não sair ao domingo

4 de Dezembro de 2009 às 05:43:04, por Meios & Publicidade

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Octávio Ribeiro – director do Correio da Manhã

Na passada edição do M&P diz, em entrevista, o director do jornal ‘i’ que “o director do Correio da Manhã dizia que se não saísse ao domingo teria 36 por cento de pessoas a menos”. Citava o director do “i” uma suposta entrevista dada, achava ele, ao mesmo meio onde agora se expressava. É natural alguma falha formal quando se cita de memória.

Mais natural ainda é a falha total quando se cita da imaginação. Ou desejo.

Pela minha parte não encontro razão para o equívoco. Nem 36 por cento de pessoas a menos na equipa do CM, nem 36 por cento de pessoas a menos na compra do jornal. O domingo é historicamente o dia mais forte da venda de diários no mercado nacional. No caso do CM, o acréscimo de vendas ao domingo ronda os 12 por cento. Não se aproxima dos tais trinta e tais, mas a subida duplica a venda diária em banca do ‘i’. Está assim excluída a possibilidade do conceito “pessoas a menos” ter sido por mim aplicado a funcionários do CM, ou a leitores/compradores. A penetração do CM no mercado afasta qualquer hipótese benigna de confusão.
Voltemos ao dado inicial: segundo o director do “i”, um director do CM terá dito numa entrevista que, se não saísse ao domingo, teria 36 por cento de pessoas a menos.

Ora eu nunca disse, calculei ou sequer pensei tal coisa.

E sou o director do CM vai para três anos. Também do meu antecessor não recordo tal coisa, nem concebo possível tão arrevesado raciocínio. E é isso, e apenas isso, que aqui me traz a estas páginas: descansar o mercado, desmentindo a delirante possibilidade de alguém, na estrutura dirigente do CM, sequer accionar a calculadora para apurar quantas pessoas dispensaria caso cometesse o suicidário acto de não sair ao domingo. O director do “i” diz que contratou menos “34 por cento” de funcionários só por não sair ao domingo. As contas são dele, nisso não me envolvo, desde que o referencial para tão assertivos cálculos não venha de alegadas contas do CM, reveladas numa imaginada entrevista, após ponderada a possibilidade de não sair ao domingo.

Dia em que os jornais mais vendem. Dia em que o CM mais cresce no seu desafio de longo prazo na conquista do Norte.

Dia em que o “i” perde por falta de comparência. Numa decisão abstrusa que tolhe o crescimento deste jovem projecto na busca do seu espaço no desgastado tecido deste segmento.