Era uma vez a imprensa, depois surgiu a rádio, depois a televisão e mais tarde a internet. Para todos estes meios houve necessidades de criar organizações e agora integração é a palavra de ordem. Foi sobre os diversos modelos de organização das estruturas de media que falou Dietmar Schantin, director da WAN-IFRA, durante a mesa redonda The Internet – A Maturing Media, inserida no encontro mundial da World Association of Newspapers.
Da chamada redacção 1.0 com media múltiplos, com diferentes departamentos e responsáveis pela produção de conteúdos, passou-se para as redacções focadas nas audiências. Ou seja, uma estrutura vocacionada para “criar pacotes de conteúdos para diferentes grupos alvo”, coordenada por “target group editors”.
Uma evolução que não é linear. Afinal, não há modelos únicos, tudo depende da cultura da organização e do público para quem trabalha, argumenta Dietmar Schantin, quando questionado sobre qual o modelo organizativo que sugeria para os grupos de media.
“Mas não são isto old news?”, questionava Eamon Byrne, director da Wan-IFRA. “Penso que estou a ouvir esta questão da integração das redacções há 10 anos”, desabafava. A questão, argumentava Dietmar Schantin, é que “a mudança de mentalidades nas redacções leva o seu tempo”.
“Temos de nos concentrar mais nas nossas audiências”, afirmava por seu turno Martha Stone, defendendo um modelo de uma organização focada nas audiências. A directora do projecto Shaping the Future of the Newspaper dava como exemplo o trabalho levado a cabo pelo Daily Telegraph na área comercial. O título com base na informação que detinha dos seus leitores (retirada das assinaturas online, offline, passatempos, etc), à qual adicionou informação de consumo vinda de bases externas, criou seis perfis de audiências alvo que usam para vender publicidade. “O truque é pegar nesse perfil social e trazê-lo para as redacções, pedindo-lhes para criar conteúdos editoriais para essas audiências alvo”.
O M&P viajou a convite do I