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Media :: Noticias

ERC nega pressões mediáticas para investigar acusações do director do Sol

30 de Novembro de 2009 às 02:00:00, por Ana Marcela

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) não cedeu a “quais pressões directas ou indirectas, mesmo que provenham do campo mediático (através de uma peça evidentemente ‘colocada’)”. É desta forma que em comunicado o organismo regulador reagiu à notícia da última edição do Sol, que titulava ERC Obrigada a Intervir, dando conta da recente iniciativa da entidade de abrir um inquérito para averiguar eventuais pressões do governo sobre órgãos de comunicação social denunciadas por José António Saraiva. De acordo com a notícia, em Março o conselho regulador teria decidido não investigar estas acusações, que dizem, já tinham sido afirmados à Sábado em Fevereiro. “A maioria dos membros da Entidade manteve a mesma decisão [não investigar] um mês depois, quando o vogal Luís Gonçalves da Silva criticou a ‘ausência de critério do conselho regulador’ e propôs a abertura de um processo de averiguações”. Em comunicado , a ERC diz que a peça apresenta “informações falsas”. “Não é verdade que tenha existido “há cerca de oito meses” ou em qualquer outra data alguma proposta formal da autoria do membro do Conselho Regulador citado na referida peça, ou de qualquer outro membro do Conselho, sobre “tentativas de estrangulamento financeiro do jornal [SOL] por parte do BCP (…) e as de ingerência do Governo (…) na linha editorial do jornal”, pode-se ler no comunicado.
Luís Gonçalves da Silva, contudo realça noticia da Lusa, apesar de não ter feito um pedido formal, numa declaração de voto datada de Março, relativa a alegadas manipulações de sondagens em textos publicados pelo DN, Expresso e 24Horas, afirmava que “os alertas” do director do semanário Sol “reclamariam uma intervenção” da ERC, por “poderem estar eventualmente em causa condicionamentos à liberdade de expressão, de imprensa e de informação”. Azeredo Lopes responde, citado pela Lusa, de que as decisões do organismo “não podem flutuar ao nível a que saem notícias”.