A Super FM e a rádio Amália foram as mais recentes estações a surgir no mercado português. Oficialmente disponível em 92.0 FM desde 7 de Outubro (a rádio havia seis meses que estava em emissões experimentais), Amália implicou um investimento de um milhão de euros, segundo números avançados na época à imprensa por Luís Montez. O break-even, de acordo com as declarações do responsável do grupo Luso Canal (que também detém a Radar, Capital, Marginal e Oxigénio), está previsto em seis meses. Em termos de programação a estação, além do fado que ocupa 95 por cento da emissão, apresenta noticiários e informação de trânsito, estando igualmente contemplados concertos ao vivo no estúdio. A estação tem ainda disponível um site (www.amalia.fm) onde é possível a audição online da rádio. A receptividade da estação junto dos anunciantes ficou por averiguar já que, contactado pelo M&P, Luís Montez escusou-se a prestar qualquer declaração.Rui Santos, director da Super FM, marca que regressou em Setembro dez anos depois de ter deixado de emitir para Grande Lisboa, é mais pródigo em declarações. “Até agora, a receptividade de todos têm sido fantástica”, assegura o director do projecto, quando instado a fazer um balanço até ao momento do acolhimento do projecto. “Hoje é mais fácil verificar que os ouvintes estão do lado de lá, visto que as redes sociais e a interacção imediata permitem-nos verificar, em muito casos em tempo real, a verdadeira receptividade do auditório. E esta análise permitiu-nos perceber que acertámos perfeitamente no target, tendo a maior fatia dos ouvintes concentrados nos 25-44 anos”, clarifica. Quanto aos anunciantes, a reacção não foi imediata, algo que, assegura, já tinha sido equacionado no arranque do projecto. “À altura do lançamento da Super, em Setembro, já adivinhávamos que só teríamos efectiva receptividade publicitária perto do final do ano e com campanhas programadas para 2010, o que se verifica”, afirma Rui Santos. “Tivemos todo um trabalho de apresentação e negociação com os meios que começa, felizmente a dar frutos, até porque a rádio já vai com quase dois meses e tornou-se um activo importante no mercado”, defende. Logo no lançamento, em entrevista ao M&P, Rui Santos dava conta que a estação iria apostar numa maior diversidade de oferta comercial que fosse para além do tradicional spot. Será que a proposta foi bem recebida junto ao mercado de anunciantes? “Sim”, garante o director da Super FM, ” já conseguimos vincar a nossa personalidade, “convencendo” alguns anunciantes da nossa maneira de fazer publicidade”. “Redes sociais, SMS e promoções especificas foram o grosso das iniciativas nestes primeiros dois meses”, especifica.