“Hoje há claramente muito ruído” no meio televisão. A afirmação é de Miguel Osório, director de marketing do Modelo Continente, e faz parte da entrevista a publicar na edição em papel de sexta-feira do Meios & Publicidade. “Estamos a atingir um ponto, e porque dizem que a televisão é um meio barato, em que determinados anunciantes não deviam estar ali. Vai ter de haver um processo de selecção natural. Os canais vão ter de encontrar uma forma de qualificar o seu próprio espaço”, considera o mesmo responsável. Numa entrevista onde é ainda analisada a estratégia do Modelo de patrocínio à selecção nacional, Miguel Osório, que há cerca de um ano passou a acumular o marketing das duas insígnias da Sonae e que gere um dos maiores orçamentos de comunicação do país, explica ainda o papel que as grandes marcas devem desempenhar para apoiar os meios neste período de crise. E dá o exemplo do Modelo Continente: “Fomos capazes, em conjunto com os grandes meios, de encontrar soluções que nos permitam, sem baixar o investimento, aumentar o nível de pressão da comunicação. Conseguimos boas parcerias. Com os meios passa-se o mesmo que com os clientes. Temos uma relação de confiança e de estabilidade com os meios que, em anos mais difíceis para todos, faz com que as oportunidades surjam e possam ser encontradas soluções vencedoras para ambos”.Reconhecendo que estes meses têm sido “complicados” para os meios, Miguel Osório refere ainda que “os grandes anunciantes tem uma responsabilidade acrescida de não serem oportunistas nesta altura”.