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Congresso APDC: Criar e partilhar com o resto do mundo

20 de Novembro de 2009 às 02:00:00, por Filipe Gil

“As pessoas devem ter o poder de partilhar e fazer com que o mundo seja mais aberto e ligado”, esta foi uma das ideias centrais que Richard Allan, director Ibérico do Facebook, deixou no segundo, e último, dia do Congresso da Associação Portuguesa “From Consumers to Producers”. Este painel de discussão, que contou também com a palestra de Bryan Levy, CTO da HP, e de Pedro Bidarra, vice-presidente e CCO da BBDO, começou com um mini concerto da cantora e fenómeno do YouTube, Ana Free. A vocalista contou a sua história e a forma como os sites de social networking permitiram que se tornasse conhecida em todo o mundo.
Na keynote do responsável do Facebook, Richard Allan, foi feita uma revisão da forma como o Facebook tem vindo a crescer a nível mundial, tendo como missão, segundo o responsável, dar às pessoas o poder de partilharem as suas vidas e de criarem um mundo mais aberto e ligado. Allan referiu ainda que no início a interner era muito baseada nas acções anónimas, actualmente, e pelo contrário, o uso da internet e das redes sociais é feito através da identidade das pessoas que as querem ver e colocar na internet.
Já Bryan Levy, CTO Mundial da HP, apresentou uma palestra sobre a forma como as transmissões nos telemóveis estão a aumentar. Segundo Levy “no futuro nem tudo será grátis e serão geradas mais receitas pelos conteúdos online”, sublinhando a importância da mensagem ser enviada multiplataforma: “as pessoas querem usar o Facebook independentemente de ser no computador pessoal, no telemóvel ou na televisão”.
Levy indicou ainda que o trafego de vídeo irá representar cerca de 70 a 90% de todo o tráfego na internet e isso irá “mudar a forma de transmitir conteúdos”. Como último conselho, o responsável da HP aconselhou os players das comunicações a mudar, “há que ouvir e perceber o que se está a passar e atirar fora o livro das regras actuais”.
A finalizar este painel o publicitário Pedro Bidarra, da BBDO, apresentou “uma ideia à procura de co-autores” em jeito de provação para mudar o estado da Nação: fundir Portugal com outro país. Bidarra indicou que Portugal tinha três caminhos a escolher, Espanha, Angola ou Brasil, sendo este último a escolha mais sensata. “Teríamos assim a primeira nação transcontinental em dois hemisférios, na América do Sul e na Europa ao momento tempo, com clara vantagem para solucionar a maioria dos problemas de Portugal”.