Saltar o menu e ir para os conteúdos
Media :: Artigos de Fundo

Diários vendem menos cerca de 20 mil exemplares

13 de Novembro de 2009 às 05:19:10, por Meios & Publicidade

Venderam-se menos cerca de 20 mil exemplares de jornais generalistas diários nos primeiros oito meses do ano. De acordo com os últimos dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT), o segmento caiu face a igual período do ano passado 5,66%, para uma média de circulação paga de 328.502 exemplares. Nem a chegada de um novo diário ao mercado, o I, conseguiu conter a derrapagem no acumulado do ano. O título da Lena Comunicação de Maio a Agosto obtém uma média de circulação paga de 12.005 exemplares, tendo em Agosto obtido uma média de circulação de 16.340 exemplares, embora 6.905 exemplares sejam do item vendas em bloco. Os semanários também vêem descer a sua média de circulação paga no acumulado do ano. Nas newsmagazines a circulação paga regista um ligeiro crescimento (+0,73%), sendo a subida mais visível nos títulos de economia. Contudo, nos diários de informação económica os títulos em banca contam com o contributo decisivo do item vendas em bloco, para a subida ocorrida, o mesmo sucedendo em alguns títulos mensais e semanais. Nas masculinas, a liderança é da Playboy. O título mais recente no segmento obtém de Abril a Agosto uma média de 74.609 exemplares de circulação paga. Nas revistas de sociedade de registar o surgimento da Cuore, título que em Julho/Agosto (os dois únicos meses controlados) obtém uma média de 42.943 exemplares. Nas femininas mensais e semanais não há alterações na liderança, continuando a Happy Woman e a Maria como os títulos mais vendidos do segmento.Os gratuitos, por seu, turno, vêem cair para quase metade a sua média de circulação total.
Informação Geral
O Correio da Manhã mantém a liderança dos diários com 117.914 exemplares de média de circulação paga, tendo subido 0,86%, face aos primeiros oito meses do ano passado. O título da Cofina é o único a crescer no acumulado do ano, com o Jornal de Notícias a cair 12,7%, para os 94.234 exemplares, a maior queda em número de exemplares do segmento (-13.704 exemplares), tendência acompanhada pelos restantes títulos do grupo Controlinveste. No acumulado do ano, o 24Horas desce 22,51% (-8.591 exemplares), para uma média de circulação paga de 29.574, e o Diário de Notícias diminuiu 17,52% (-7.688 exemplares), para os 36.182 de média de circulação paga. O Público, terceiro diário com a maior média de circulação paga, cai no período 6,62% (-2.738 exemplares), para uma média de circulação de 38.593 exemplares. O I, o mais recente diário generalista a surgir em banca, apresenta de Maio a Agosto uma média de circulação paga de 12.005 exemplares.

No bimestre, as notícias são mais positivas para o segmento que cresce 3,4% em relação aos dois meses anteriores, para os 320.085 exemplares de média de circulação paga. Contudo, com excepção do Correio da Manhã, que melhora em 8,5%, para os 126.102 exemplares, o seu desempenho, todos os títulos descem face ao bimestre anterior. A maior descida face a Maio/Junho, em número de exemplares (-6.005) e percentual (-20,4%), é a registada pelo 24Horas, título que em Maio efectuou a mudança de grafismo e formato. O I no bimestre obtém 14.314 de média de circulação paga, 5.800 dos quais resultantes de vendas em bloco.

Nos semanários o segmento caiu de Janeiro a Agosto 6,54%, para uma média de circulação paga de 154.711 exemplares.

Uma queda que reflecte as descidas ocorridas no Expresso (-7,41%, para os 111.861 exemplares) e no Sol, que no período cai 4,18%, para 42.850 exemplares de média de circulação paga. Já na análise bimestral o título liderado por José António Saraiva melhora o seu desempenho, subindo 11,2%, para uma média de circulação paga de 48 mil exemplares. O segmento sobe 0,6% em Julho/Agosto para os 157.612 exemplares de média de circulação paga.

A Visão mantém-se na liderança das newsmagazines em termos de circulação paga, com 102.796, embora a descida de 1,72% no acumulado do ano. A queda é acompanhada pela Focus que regista menos 14,21%, situando-se nos 9.849 exemplares de média de circulação. De Janeiro a Agosto, a Sábado é o único título a crescer (+6,55%), para os 78.515 exemplares. A newsmagazine da Cofina lidera em termos de venda em banca com uma média de 56.952 exemplares, acima dos 53.473 exemplares da Visão.

No bimestre o segmento aumento 12% a sua média de circulação paga, para os 200.432 exemplares, impulsionado pelos ganhos da Visão (+16,3%), Sábado (+4,2%) e Focus (+32,1%).
Económicos
11,16% foi a subida no acumulado do ano dos diários de economia, fixando a média de circulação paga do segmento nos 49.399 exemplares. De Janeiro a Agosto, o Diário Económico foi o título que registou a maior subida em número de exemplares, adicionando mais 1.881 jornais à sua média de circulação paga, que se fixa nos 14.900. O Jornal de Negócios é o que mais cresce percentualmente, mais 18,48%, para os 9.564 exemplares. Crescimentos nos dois títulos económicos em banca que contam com o contributo decisivo do item vendas em bloco. Nos primeiros oito meses do ano este item aumentou de 4.072 para 6.339 exemplares no Diário Económico, ou seja, 2.267 exemplares, tendo no Jornal de Negócios evoluído de 2.758 para 4.214, isto é, mais 1.456 exemplares. No acumulado do ano o Oje sobe 6,8%, para os 24.935 exemplares de média de circulação paga. Em Julho/Agosto o segmento cai 10,1%, para uma média de circulação paga de 44.965 exemplares, reflexo das quebras ocorridas nos títulos.

Nos semanários, nos oito primeiros meses do ano o Vida Económica desce 6,22%, para os 11.271 exemplares, e o Weekend Económico sobe 7,79% (+752 exemplares), para uma média de circulação paga de 10.408. Também aqui o efeito do item vendas em bloco se faz sentir, tendo o mesmo aumentado no período de 2.056 para 3.654, ou seja, uma subida de 1.598 exemplares. Em Julho/Agosto o segmento cai 6,7%, para 20.298 exemplares de média de circulação paga, encaixando as descidas ocorridas nos dois semanários face ao bimestre anterior.

A Exame reforça em 22,96% a liderança das revistas de economia mensais. O título fixa de Janeiro a Agosto a sua média de circulação paga nos 26.594 exemplares, reforçando em cerca de 5 mil exemplares. A Marketeer sobe 9,72%, para os 10.211 exemplares, ou seja, mais 905 exemplares. O título da Multipublicações reforça em 2.218 o item vendas em bloco. Uma evolução positiva também ocorrida na Executive Digest que aumenta 25,89%, para os 8.846 exemplares, ou seja, mais 1.819 exemplares. A revista da Multipublicações, no entanto, reforça num ano em 2.064 exemplares o item vendas em bloco. No período a Negócios&Franchising é a única que cai (-24,95%), para os 9.405 de média de circulação paga, sendo a queda mais acentuada no bimestre Julho/Agosto (-32,9%). Uma descida que leva a que o segmento caia 1,6% no bimestre. No acumulado do ano sobe 9,03%.
Gratuitos (circulação total)
O segmento dos diários gratuitos continua em queda tendo diminuído 44,6% a sua média de circulação total no acumulado do ano, para os 303.562 exemplares. Todos os títulos registam quebras de dois dígitos na sua média de circulação paga. A maior em termos percentuais (-47,35%) e número de exemplares (-96.550) é a do Global Notícias, que fixa a sua média de circulação total nos 107.354 exemplares. O título da Controlinveste mantém-se na liderança, seguido do Metro Portugal, com 105.874 exemplares, valor que representa uma quebra de 39,37% (-68.763 exemplares), e do Destak. O título cai 46,68%, para os 90.334 exemplares de média de circulação total, ou seja, menos 79,074 exemplares que face aos primeiros oito meses do ano passado.

No bimestre o Global sobe 0,7% para os 100 mil exemplares, e o Destak cai 0,4% para os 93.400. Metro obtém uma média total de circulação de 82.780. A análise de segmento é enviesada, dado que no bimestre anterior os dados de circulação do título não eram conhecidos.
Sociedade

A Nova Gente lidera as revistas de sociedade com 133.759 exemplares, valor que representa uma descida de 0,99% (-1.340 exemplares) face aos primeiros oito meses do ano passado. No período o segmento sobe 14,35%, para os 424.435 exemplares, fruto das subidas na generalidade dos títulos, bem como da entrada da Cuore. O título espanhol, cuja comercialização da publicidade em Portugal está nas mãos da Baleska Press, em Julho/Agosto (os dois únicos meses controlados) obtém uma média de 42.943 exemplares.

De Janeiro a Agosto a maior subida é a da Flash, que aumenta 8,78% (+ 4.216 exemplares) a sua média de circulação paga que se fixa nos 52.208 exemplares. Também a Vip e a Lux vêem subir a suas médias de circulação paga em 5,81% e 2,54%, para os 39.681 e 64.774 exemplares, respectivamente. A mesma evolução positiva surge no bimestre Julho/Agosto, com os números da Cuore e as subidas ocorridas na generalidade dos títulos a empurrarem o segmento para uma subida de 47,1%, para uma média de circulação de 487.176 exemplares.

Masculinas
A Playboy é a nova líder do segmento das revistas masculinas. No primeiro boletim da APCT onde os dados do título da Frestacom são conhecidos, a revista obtém 74.609 exemplares de média de circulação paga. Os valores são referentes aos meses de Abril a Agosto, tendo a revista sido lançada em Março. A liderança da publicação estende-se à venda em banca, onde alcança uma média de 69.088 exemplares. Em termos de vendas em bloco, a Playboy regista uma média de 5.520 exemplares. A nova revista masculina a ser monitorizada pelo APCT ajuda a explicar o crescimento de 50,9% do segmento de Janeiro a Agosto, face aos primeiros oito meses do ano passado, fixando a média de circulação do segmento nos 188.437 exemplares, já que a generalidade dos títulos regista quebras face ao período homólogo. Em número de exemplares a FHM apresenta a maior descida (-11.765 exemplares), para os 37.693 exemplares de média de circulação paga (-23,79%), tendo a Maxmen caído 17,23%, para os 40.053 exemplares, ou seja, menos 8.335 exemplares que no período homólogo. A Men’s Health acompanha a tendência de descida (-28,27%), fixando-se nos 19.387 exemplares. No período em análise, a excepção é a GQ que sobe 6,77%, para os 16.695 exemplares de média de circulação paga.

No bimestre, o segmento cresce 13,7%, para os 184.203 exemplares, face ao bimestre anterior. A Playboy lidera, embora caia 11,4%, para os 66.005 exemplares, tendo do segmento apenas a GQ descido 17,4%, para os 14.801, no período em análise. A FHM foi o título que mais subiu no período (+33,4%), para os 40.174 exemplares. Ou seja, mais 10 mil exemplares do que em relação ao bimestre anterior.
Femininas

A Happy Woman lidera as femininas mensais tendo reforçado de Janeiro a Agosto a sua média de circulação paga em 10,28%, para os 112.610 exemplares. O desempenho positivo do título da Baleska Press é quase a excepção no segmento, já que, além da Happy Woman, apenas a Máxima viu subir a sua média de circulação paga nos primeiros oito meses do ano. O título da Cofina sobe 8,16%, para os 54.740 exemplares de média circulação paga, nos primeiros oito meses do ano, face a igual período do ano passado.

No período a generalidade dos títulos regista quebras, sendo a maior em termos percentuais (12,24%) a ocorrida com o Guia Astral (para uma média de circulação paga de 15.799 exemplares) e em número de exemplares a Vogue. O título da Cofina vê diminuir em 2.736 exemplares a sua média de circulação paga, que se fixa nos 27.041 exemplares.

No bimestre a maioria dos títulos sobe face ao bimestre de Maio/Junho. A excepção é a Cosmopolitan que cai 9%, reduzindo 4.238 exemplares a sua média de circulação paga que se fixa nos 43.094 exemplares. O segmento sobe 13,9%, para os 445.085 exemplares.

Com 207.644 exemplares, a Maria lidera o segmento das femininas semanais em termos de circulação paga, embora registe uma descida de 8,44% face a igual período do ano passado. A tendência de quebra do título da Impala ocorre igualmente na maioria dos títulos semanais, sendo a excepção o desempenho da Mariana, que cresce 5,95%, para os 23.511 exemplares. O segmento quebra 7,3%. No bimestre tem uma evolução mais positiva, com todos os títulos a crescerem em Julho/Agosto, face ao bimestre anterior levando o segmento a um crescimento de 8,4%, para os 415.741 exemplares de média de circulação paga.