10,4 milhões de euros foram os lucros da Media Capital nos primeiros nove meses do ano, valor que representa uma quebra de 35% face a igual período do ano passado. De acordo com o relatório e contas do grupo ontem divulgado, a holding obteve de Janeiro a Setembro receitas de 194 milhões de euros, reflectindo uma descida de 6% face ao período homólogo. Nos primeiros sete meses do ano, as receitas de publicidade assinalam uma quebra de 19%, fixando-se nos 105 milhões de euros, tendo o item outros proveitos operacionais também registado uma diminuição de 10% face aos primeiros nove meses do ano passado, para os 45,5 milhões de euros, reflectindo “o impacto da venda da actividade de imprensa, tanto nas receitas de venda em banca como nos outros proveitos desse negócio”, explica o grupo. As receitas de produção audiovisual, pelo contrário, viram subir o seu desempenho. Excluíndo as produções realizadas para a holding, o item subiu de Janeiro a Setembro 69%, para os 43,5 milhões de euros.Na evolução trimestral os proveitos operacionais caíram 12%, para os 135,4 milhões de euros.
Receitas em televisão descem 12%
O negócio de televisão obteve receitas operacionais de 111 milhões de euros, tendo caído 12% face ao período homólogo, espelhando sobretudo as quebras ocorridas nas receitas de publicidade que no acumulado do ano caíram 17%, para os 94,6 milhões de euros. Uma quebra, considera o grupo, abaixo da registado no mercado publicitário da televisão em sinal aberto que a holding diz ter “recuado cerca de 19%”. Os resultados deste ano, frisa ainda a Media Capital, reflectem ainda o facto de o ano passado o grupo ter emitido 20 dos 31 jogos do Euro 2008. No trimestre, a holding assinala quebras de 9% das receitas de publicidade, para os 28,8 milhões de euros, e proveitos operacionais de 33,7 milhões de euros, ou seja, menos 4% que em período homólogo.
As receitas do item outros proveitos, pelo contrário, subiram 41% no acumulado do ano, para os 16,4 milhões de euros face a igual período do ano passado, passando a representar 15% do total de proveitos desta área de negócio (no mesmo período do ano passado representava 9%), tendo para isso contribuído o TVI24, “para além de proveitos resultantes da prestação de serviços de apoio técnico”. A holding viu diminuir em 6%, para os 86,4 milhões de euros, os custos operacionais, efeito Euro 2008, bem como de “uma redução relevante ao nível de outros conteúdos de desporto, bem como de conteúdos internacionais”, compensando “o incremento verificado com conteúdos nacionais”, nomeadamente séries e entretenimento, e os do TVI24. O segmento obteve de Janeiro a Setembro um EBITDA de 24,7 milhões (-27%), e um resultado operacional de 20,4 milhões de euros (-32%).
Produção audiovisual sobe 34% as receitas
Na produção audiovisual o total de receitas (incluindo a produção para o grupo) cifrou-se nos 79,7 milhões de euros, ou seja, mais 34% que nos primeiro nove meses do ano passado. Apesar dos custos operacionais terem igualmente assinalado uma subida, a área de negócio assinala um EBITDA de 8,8 milhões de euros (+103%) e um resultado operacional de 6,6 milhões de euros.
Entretenimento cai
21,7 milhões de euros foram as receitas operacionais do segmento entretenimento. O valor representa uma diminuição de 14% face ao período homólogo, encaixando as quebras ocorridas em todas as linhas de receita com as de música & eventos a caírem 16%, para os 8,8 milhões de euros, e as de cinema & vídeo a descer 13%, para os 12,8 milhões de euros. Os custos operacionais descem 1%, para os 24,2 milhões de euros. O segmento apresenta um EBITDA negativo de 2,5 milhões de euros e um resultado operacional de 2,6 milhões. Em período homólogo este registava 920 mil euros.
Publicidade em rádio vê cair 7% receitas de publicidade
Em rádio as receitas operacionais diminuem 4%, para os 9,8 milhões de euros, efeito das descidas ocorridas nas receitas de publicidade. Estas caem 7%, para os 8,9 milhões de euros, embora tenham subido 9% no último trimestre, para os 3,1 milhões de euros. Outros proveitos sobem de 580 mil euros para 820 mil euros (+41%). Os custos operacionais cairam no acumulado do ano 15%, para os 9,9 milhões de euros, fruto das reduções nos custos de marketing, publicidade e do quadro de colaboradores, enumera o grupo. Embora negativo, o EBITDA melhora face ao período homólogo de 1,5 milhões de euros para 155 mil euros. Os resultados operacionais também estão no vermelho, mas melhoraram, tendo os prejuízos sido reduzidos de 3,2 milhões de euros, para os 1,9 milhões.
Outros (que entre outros itens inclui a área de internet) regista resultados operacionais negativos de 28,3 milhões, um EBITDA de 326 mil euros e um resultado operacional também negativo de 492 mil euros, embora tenha melhorado face aos 1,3 milhões registados em igual período do ano passado.