O Festival do Cano está de volta. Criado em 2002 para distinguir o que de pior se faz na publicidade nacional, o Cano, que já contou com quatro edições, vai desta vez decorrer em Lisboa. As três primeiras edições tiveram como palco a vila alentejana de Cano, enquanto a última (2006) realizou-se na Buraca, arredores de Lisboa. “Foi o presidente da junta que anunciou o vencedor”, recorda Luís Veríssimo, um dos organizadores e professor no IADE e na Universidade de Coimbra. Desta vez, os prémios, escolhidos a partir de uma shitlist, serão entregues a 7 de Novembro em Lisboa, no espaço Salon Nobre.
As propostas para os piores anúncios poderão chegar através de e-mail até 31 de Outubro. Depois, um júri de “quatro a cinco pessoas” vai avaliar as peças. Até ao momento, conta Luís Veríssimo, os organizadores contam com cerca de 200 peças. Mas o que torna um anúncio um forte concorrente para o Cano? A avaliar pelos resultados de anos anteriores, anúncios que optem por mensagens como o “8 dias de ouro, de 6 a 20 de Abril” do El Corte Inglés ou “Chamadas grátis por apenas 7 euros/mês” da Novis são fortes concorrentes. Apesar de já terem recebido várias propostas para avaliar a nova campanha do Pingo Doce, Luís Veríssimo sustenta que este não é um exemplo de má publicidade. “Pode ser para os criativos, mas não é para o público em geral. O anúncio tem um público-alvo muito definido. Exemplo disso é as pessoas cantarem a música quando ela passa no Pingo Doce. Os melhores candidatos ao Cano são sempre anúncios que não foram muito vistos”.
