Com um avó que era pescador de baleias na ilha Graciosa, nos Açores, Duda Mendonça não sabe dizer se a entrada em Portugal é na busca de novos desafios ou das suas próprias origens. “Viemos fazer uma prospecção. O Ricardo Braga já tinha trabalhado com o grupo Jerónimo Martins na Polónia com a marca Biedoronka. Fomos visitá-los e eles estavam em momento de mudança”, explicou ontem Duda Mendonça num encontro com jornalistas onde apresentou o projecto da nova agência de Lisboa. O Pingo Doce é até agora o único cliente em Portugal. Mas, sublinha, “não vimos para aqui para roubar mercado às agências locais”. Nos próximos dias os sócios querem conhecer os responsáveis das agências locais para se apresentarem. “Se as agências portuguesas quiserem um escritório na Baía já têm, e se as agências brasileiras quiserem um escritório no Chiado também já têm”, diz o sócio fundador. E acrescenta que a entrada em Portugal é a abertura de uma porta para a Europa. No entanto, quando questionado sobre quais os mercados onde poderão vir a entrar, Duda Mendonça diz “não escolhemos os clientes, somos procurados”. António Caminha, Duda Mendonça, Zilmar Fernandes e Ricardo Braga, responsável pela agência em Portugal, compõem a estrutura accionista da nova agência a actuar em Portugal.