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Edições Pró-Homem e Projardim com processo de despedimento colectivo

7 de Outubro de 2009 às 02:00:00, por Ana Marcela

homem_magazine.jpgAs Edições Pró-Homem e Projardim, que publicam as revistas Homem Magazine e Casa & Jardim, avançaram para um processo de despedimento colectivo que afectou um total de seis funcionários, confirmou o M&P junto de várias fontes envolvidas no processo. Razões de “natureza estrutural” e “motivos de mercado” que afectaram o “desígnio financeiro e resultados verificados” nas editoras foram as razões apresentadas pelos responsáveis no acordo de cessação de contrato de trabalho que os colaboradores receberam no passado dia 30 de Setembro.
A Projardim, recorde-se, tinha sido vendida por Eduardo de Pádua Fortunato de Almeida, José Luís Rosa Pereira e José Luís de Sousa Trêpa à Imperavis – Investimentos Imobiliários, como dá conta o registo oficial do contrato datado de 20 de Maio. A Imperavis é também proprietária da Edições Pró-Homem, vendida na mesma altura, por um preço simbólico, pelos sócios Fortunato de Almeida, Rosa Pereira e José Carlos Grazina Tavares. Na editora da Homem Magazine, apurou o M&P, já tinha decorrido um processo de redução nos quadros na ordem dos seis elementos, afectando, sobretudo, os departamentos gráfico e administrativo da empresa. Um “despedimento selvagem” foi como Bárbara Pizarro Pignatelli classificou esta situação, tendo por isso avançado, com outros dois antigos funcionários, com um processo contra a editora e os seus proprietários e que deu entrada, diz, a 31 de Julho no Tribunal de Trabalho de Lisboa. De acordo com Bárbara Pizarro Pignatelli, na editora há 12 anos e na época do despedimento a trabalhar no departamento gráfico, a empresa não pagou a partir de meados de Abril os ordenados devidos até 30 de Junho, não tendo sido entregue carta para o fundo de desemprego aos colaboradores dispensados. José Carlos Tavares, antigo sócio da Pró-Homem (detinha 5%), e director comercial da editora, cargo que manteve após a venda, também já não faz parte dos quadros da empresa. O profissional, confirmou ao M&P, apresentou a sua rescisão “há cerca de duas semanas”, por “falta de pagamento de salários”, pelo não cumprimento de “propostas apresentadas por mim na altura da venda para ter condições para trabalhar os títulos em termos de publicidade”, tais como o desenvolvimento de sites e reestruturação da equipa., enumera. “Não podia mais esperar e apresentei demissão à administração. Foi aceite”, sintetiza. Contactado pelo M&, Francisco Marçal, apontado por diversas fontes ouvidas pelo M&P como responsável da Imperavis, afirmou não ter nada a ver com a empresa gestora de investimentos imobiliários pelo que se recusava a comentar toda esta situação.