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Marketing :: Artigos de Fundo

Patrocínios por detrás da Experimenta

2 de Outubro de 2009 às 05:46:23, por Maria João Lima

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A activação dos apoios à Experimenta Design inclui uma exposição dos objectos mais significativos do Ikea, uma colecção de livros distribuída pelo Público e bicicletas da Galp Energia desenhadas por alunos do IADE, que podem ser utilizadas por qualquer pessoa 

O cancelamento do subsídio de 500 mil euros que a Câmara Municipal de Lisboa, na altura com Carmona Rodrigues nos comandos, deveria atribuir à Experimenta Design esteve na origem da suspensão do evento em 2007. Este ano o cenário não se repetiu e o protocolo tripartido entre a Câmara de Lisboa, o Ministério da Economia e o Ministério da Cultura foi responsável pelo financiamento de 32 por cento do orçamento base, estimado em três milhões de euros. Os restantes 68 por cento desse orçamento tiveram que ser angariados pela organização da Experimenta, explicou ao M&P Guta Moura Guedes, directora da Experimenta. A sponsarização do evento que termina a 8 de Novembro rendeu cerca de 838 mil euros angariados junto dos privados. De apoios internacionais vieram cerca de 25 mil euros. Juntaram-se-lhes 100 mil euros provenientes da candidatura a fundos da União Europeia e mais 445 mil euros de co-produções. Os apoios logísticos ou à produção representam 651 mil euros.

No entanto, Guta Moura Guedes alerta que montar a bienal de Lisboa custa muito mais. “Existem muitos projectos que é impossível contabilizar”, comenta. E acrescenta que “se alguém nos der três milhões de euros para fazer uma Experimenta exactamente igual a esta, não é possível”.

Isto porque, explica, a Experimenta recebe outros apoios e a equipa não faz só este projecto. No total, diz, o orçamento real deveria chegar aos 4,5 milhões de euros.

E nem tudo são facilidades no que toca a arranjar apoios.

O facto de terem cancelado uma edição e terem passado três anos desde a última realizada não ajudou à angariação de patrocínios. A isso juntou-se a chegada da crise económica. Resultado: a procura de patrocinadores arrancou apenas em Maio de 2008. Ainda assim Guta Moura Guedes diz que houve empenho das empresas em querer estar com a bienal. “For preciso sermos flexíveis nos pagamentos, possibilitarmos que fossem feitos em várias tranches”, recorda. As contrapartidas são em tudo semelhante a outro patrocínio. “Está escrito em contrato que as marcas que fizerem acções associadas à bienal, com o nosso logótipo, têm de discutir essa acção connosco. E as nossas iniciativas com a marca têm que ser aprovadas por elas”, explana.

Apesar de ainda não haver protocolos assinados para a próxima edição, em 2011, Guta Mora Guedes acredita que há ligações com marcas, presentes na edição deste ano que se vão manter.

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A Coca-Cola Light montou uma campanha nacional que culminou com uma exposição que está a decorrer no Palácio Braancamp, em Lisboa, e que foi alvo da atenção dos meios, depois de ter uma obra, um manequim com um vibrador, ter sido censurada pela marca. A EDP mostra o apoio ao evento através de quadros de electricidade customizados, nas ruas que circundam as exposições. A Heineken é outra das marcas patrocinadoras do evento