
Waymedia é a nova empresa de media digital a chegar ao mercado. Carlos Marques, antigo director-geral comercial da Media Capital Rádios, é um dos promotores da nova estrutura (detendo 80% do capital), que tem também como sócios Joaquim Paulo (antigo director de programas do Rádio Clube Português) e Nuno Virgílio (actual director comercial da Hi-Media), cada com uma participação de 10%.
A empresa, explica Carlos Marques, “vai desenvolver actividades de rádio, TV e produção de conteúdos para plataformas digitais”, designadamente internet, mobile e cabo, tanto para o segmento B2C como B2B, na área de música. Uma aposta em termos de conteúdos que o director-geral da empresa justifica pelo facto de actualmente o consumo de música ser “o maior de sempre” e “um dos conteúdos mais procurados na net”, considerando o responsável que com a proliferação de redes e, cada vez maior capacidade de transmissão de dados nas redes móveis, “estão definitivamente criadas as condições para ver e ouvir música na net em igualdade de circunstâncias com os meios convencionais (rádio e TV)”.
Para a oferta dirigida ao consumidor, a empresa está preparar um serviço com características semelhantes à Last.Fm, ou em Portugal ao Cotonete, para a web e mobile, mas com uma forte componente vídeo, explica Carlos Marques, cujo modelo de negócio assenta na venda de espaço publicitário e de serviços premium, podendo neste último caso, por exemplo, o utilizador pagar um fee mensal e ouvir apenas música na sua web rádio sem publicidade, exemplifica.
Em termos de B2B, a empresa vai desenvolver actividade na área de retail media (disponibilização de música ambiente e conteúdos à medida para espaços comerciais) e digital content media, ou seja, fornecendo conteúdos de áudio, vídeo e texto para intranets de marcas e empresas. Nos planos da Waymedia está ainda a criação, para o segundo semestre de 2010, de uma “web TV musical interactiva que poderá evoluir para a plataforma cabo”, revela Carlos Marques. A empresa tem neste momento um processo de contratação a decorrer, sendo que a equipa inicial deverá ter cerca de 12 a 15 colaboradores fixos e cerca de 10 externos. Carlos Marques não revela o valor de investimento neste projecto, para o qual prevê break-even a três anos e um retorno a cinco.