Barack Obama mostrou-se preocupado com a saúde financeira da imprensa norte-americana, considerando-a essencial para a “saúde da democracia”.
“A integridade jornalística, o relato factual, as investigações jornalísticas sérias, a forma como se mantém essa ética em todos os diferentes novos media e como assegurar que isso é pago, é efectivamente um desafio”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, numa entrevista concedida aos jornais Pittsburgh Post-Gazette e The Blade of Toledo, considerando isso é “algo absolutamente crítico para a saúde da democracia”.
“Preocupa-me que se a direcção das notícias é só a blogosfera, com apenas opiniões e sem uma confirmação séria dos factos, sem uma tentativa de colocar as histórias em contexto (…), que se acabe com pessoas a gritarem umas para as outras no vazio e não com compreensão mútua”, continua o presidente dos Estados Unidos, citado pela edição online do Pittsburgh Post-Gazette. “Espero que as pessoas comecem a compreender que se estão a obter o seu jornal na internet, que não é grátis. Tem de haver uma maneira de encontrar um modelo de negócio que apoie isso”, diz.
Nos Estados Unidos já foram apresentadas no Congresso algumas iniciativas para apoiar a indústria de media, incluindo uma do Senado permitindo a reestruturação de empresas de jornais como organizações sem fins lucrativos com uma variedade de vantagens fiscais. Obama não se comprometeu com uma decisão, afirmando que “ainda não viu propostas detalhadas”, mas que terá gosto em “olhar para elas”.