“É a primeira operação de rebranding de um artista em Portugal.” Quem o diz é João Goulão, CEO da Cupido, a agência responsável por esta iniciativa que visa fazer um rebranding de Roberto Leal, até aqui o nome artístico de António Joaquim Fernandes. A operação arrancou quarta-feira à noite, altura em que foi apresentado no Cabaret Maxime o novo CD do artista, denominado Raiz, “com um novo estilo de música”, explica João Goulão. O CD conta com o apoio da Antena 1 e com a participação especial dos Tocá Rufar. Com uma carreira de 37 anos, Roberto Leal aposta agora numa nova linha de música erudita, de raízes transmontanas.
“Fomos contactados pela JBJ, a editora do Roberto Leal, para tirar o artista da aldeia e levá-lo para salas de espectáculos mais sofisticadas como o Coliseu ou o CCB”, comenta o responsável da Cupido. A imagem e o corte de cabelo mudaram. “Faltava o clique que, para nós, é a mudança de nome”, disse João Goulão.
Assim, Roberto Leal decidiu fazer uma ruptura com a sua imagem pimba e desafiar os portugueses a mudarem o seu nome artístico. No site www.robertolealmudadenome.com questiona-se os internautas se Roberto Leal deve mudar de nome e pede-se sugestões para um novo nome artístico. A partir do dia 9 de Outubro, haverá uma shortlist seleccionada pelo artista, que será depois sujeita a uma votação final.
A Cupido ficou responsável pela proposta, pela montagem do site, do passatempo e da mecânica e pelos convites dos VIP para a festa. “Não me lembro de nenhuma acção de rebranding de um músico em Portugal”, diz João Goulão que antes da Cupido estava na iPlay (editora da SIC vendida à Lemon). Questionado sobre se é possível que o artista mantenha o nome de Roberto Leal e o novo nome, o responsável da Cupido diz que sim e que “não será a primeira vez que em Portugal se tem dois alter-egos”, lembrando Fernando Pessoa que “até tinha mais”.