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Cofina com lucros de 5,5 milhões de euros

28 de Agosto de 2009 às 02:00:00, por Ana Marcela

5,5 milhões de euros foram os lucros da Cofina no primeiro semestre, valor que coloca no positivo os resultados do grupo liderado por Paulo Fernandes face a igual período do ano passado, altura em que a holding registava resultados negativos de 46,1 milhões de euros.De acordo com o relatório e contas da Cofina, ontem divulgado, dos 5,5 milhões de euros, 3,7 milhões resultam no impacto da participação da holding na Zon Multimédia.

Em termos operacionais, nos primeiros seis meses do ano a Cofina apresentou receitas de 64,7 milhões de euros, ou seja, menos 13,9% face a igual período do ano passado, reflectindo as descidas ocorridas nas diversas linhas de receita, com as de venda de produtos de marketing alternativo a caírem 31,6%, para os 9,1 milhões de euros, e as de publicidade 22,5%, para os 24,8 milhões. No semestre apenas as receitas de circulação assinalam uma subida de 3,3%, para os 30,8 milhões de euros.

O grupo operou um corte nos custos de 14,6%, fixando os custos globais da operação nos 55,5 milhões de euros.

48 milhões foram as receitas operacionais da área de jornais no primeiro semestre, valor que representa uma quebra de 9% face a igual período do ano passado. As receitas de publicidade foram aquelas que assinalaram a maior descida (-19,7%), fixando-se nos 19,2 milhões de euros, tendo sido “o segmento dos jornais gratuitos” o dos “mais atingidos pela redução de investimento publicitário, dado que é um nicho de mercado pro-cíclico”, destaca o grupo. As receitas oriundas dos produtos de marketing alternativo também sofreram uma quebra de 10,7%, fixando-se nos 6,8 milhões. Desta tendência de quebra a excepção são as receitas de circulação que sobem 3,6% face ao primeiro semestre do ano passado, para os 22 milhões de euros. Na área de jornais o grupo opera um corte de 11,3% nos custos operacionais que se fixam no período nos 38,5 milhões de euros. O Ebitda da área é de 9,5 milhões de euros (+1,3%).

“O segmento de revistas foi muito afectado pelo decréscimo das receitas de publicidade”, frisa o grupo. Nesta área de negócio as receitas de publicidade caíram 30,6%, para os 5,6 milhões de euros, tendo as oriundas da venda de produtos de marketing alternativo assinalado uma quebra ainda mais acentuada: 59,7%, fixando-se nos 2,3 milhões de euros. Também aqui as receitas de circulação são a única linha de receita a subir 2,6%, para os 8,7 milhões. Uma evolução que faz com que no semestre a área de revistas tenha obtido receitas operacionais de 16,6 milhões, ou seja, menos 25,3% que em igual período do ano passado. O grupo também nesta área corta os custos operacionais, no caso em 21,3%, para os 17 milhões de euros, mas no semestre o Ebitda da área está no negativo em 365 mil euros, ou seja, cai 153,3%.

Face ao primeiro trimestre as contas do grupo assinalam melhoria em todas as linhas de receita, com a publicidade a subir 21,3% do primeiro para o segundo trimestre, dos 11,2 milhões para os 13,6 milhões, realçando o grupo que “ao longo do ano de 2009 a publicidade tem registado uma tendência de retoma mês após mês”. Os produtos alternativos também sobem do primeiro para o segundo trimestre 14,1%, dos 4,2 milhões para os 4,8 milhões de euros, bem como as de circulação em 2,5% (dos 15,2 milhões, para 15,6 milhões de euros). Apesar do grupo reforçar no relatório e contas que “prosseguiu a política definida em trimestres anteriores de adaptar a sua estrutura de custos ao contexto económico recessivo, tendo aprofundado as acções de redução de custos”, do primeiro para o segundo trimestre a estrutura de custos sobe 10,6%, de 26,4 milhões para 29 milhões de euros.