A Optimus espera vender até ao final do ano cinco mil telemóveis Samsung e250i Winx Club que começam a ser comercializados esta semana. Este é um dos eixos principais do conceito Optimus Kids, apresentado ontem pela operadora, que congrega um conjunto de propostas para as crianças e respectivos pais.
O novo telemóvel vem responder às ânsias do target detectadas em estudos, que indicam que as crianças valorizam telemóveis que tenham MP3, jogos, câmara fotográfica e bluetooth. “Não querem telemóveis infantis, mas que estejam em conformidade com os que usam os adultos e os adolescentes”, referiu Ana Paula Marques, directora da unidade de negócio residencial móvel da Optimus. A promoção do modelo Winx será feita através de acções em lojas e em centros comerciais, e de uma campanha de publicidade que arranca sábado com criatividade a cargo da Euro RSCG.
O modelo Winx segue o conceito Optimus Kids, que inclui um conjunto de serviços destinados, segundo a marca, a proteger as crianças. Entre eles estão serviços de localização, de bloqueio de chamadas e de chamadas SOS (situações de emergência em que a criança pode contactar os pais, mesmo que esteja sem saldo). Foi ainda criado o portal Zone Kids, apenas com conteúdos adequados ao publico infantil.
A escolha de um produto licenciado, após a aposta num modelo Hello Kitty que vendeu 20 mil unidades, prende-se com a constatação de que as fadas Winx “estão no top das preferências da meninas”. Além disso, são elas quem “consegue convencer mais cedo os pais a terem equipamentos”, refere Ana Paula Marques. A operadora admite também, no futuro, optar por outros licenciamentos para apresentar novos produtos para as crianças.
De acordo com dados do Fórum da Criança, 55% das crianças portuguesas entre os 7 e os 10 anos possuem telemóvel. No entanto, segundo o Eurobarómetro 2008, Portugal fica, no contexto da UE, na 15ª posição na lista dos países com maior taxa de penetração junto das crianças entre os 6 e os 12 anos. A encabeçar esta lista está a Finlândia e a Estónia com uma penetração acima dos 70%, enquanto Portugal regista uma taxa um pouco superior aos 30%. Apesar do potencial de crescimento, Ana Paula Marques sublinha que o público infantil “não é um segmento importante para as operadoras” já que apresentam despesas inferiores à dos restantes consumidores. A responsável acredita que a entrada neste segmento deve ser feita a partir dos seis anos. “Antes dos seis anos é ainda cedo. Do ponto de vista do negócio pode ser excelente, mas queremos promover uma utilização responsável” do telemóvel, declarou.