A Empresa Diário de Notícias (EDN) anunciou no final da semana passada em comunicado um despedimento colectivo no Diário de Notícias da Madeira afectando 13 trabalhadores.A medida foi justificada pelas dificuldades provocados pela actual conjuntura económica, bem como pela situação concorrencial do mercado de media do arquipélago. “No mercado de jornais da Região Autónoma da Madeira (RAM), a crise vem sendo acrescida pela grave distorção das regras da concorrência praticada pelo Governo Regional através do Jornal da Madeira (JM)”, pode-se ler no comunicado, citado pela Lusa. Em Abril o título tinha apresentada queixa à Autoridade da Concorrência sobre esta matéria contra o Governo Regional.
O título fala em medidas adoptadas para “liquidar o Diário de Notícias”, apontando que a crise no arquipélago “sofreu um forte agravamento a partir do ano de 2008 pela circulação gratuita do JM, pelo aumento da sua tiragem para 15 mil exemplares por dia – pagos pelo erário público à razão de cerca de 10 mil euros por dia – e com a manutenção da mesma estrutura, do mesmo número de páginas e do seu carácter generalista”.
A EDN garante ter implementado um conjunto de medidas de contenção de custos, mas estas “se revelaram insuficientes para prosseguir aquele objectivo”, pelo que foi necessário “outras medidas adicionais”.
O título é detido maioritariamente pela Blandy e pelo grupo Controlinveste (40%).