Um balão de oxigénio. É desta forma que pode ser encarado o último estudo da The Nielsen Company que, a partir de 25 mil inquéritos online, constatou que os consumidores de 50 mercados, Portugal incçuído, estão a dar mais credibilidade aos suportes publicitários do que há dois anos. Em 2007 a empresa realizou um estudo semelhante. A troca de opiniões, seja online ou offline, continua a ser o meio mais forte para veicular uma mensagem com fins comerciais. No entanto, a esmagadora maioria dos meios pagos, como o online, outdoor, imprensa, rádio, televisão e cinema, aparecem aos olhos dos consumidores como meios credíveis. As mensagens escritas via telemóvel é que ainda não conseguiram seduzir os utilizadores já que surgem como confiáveis para apenas 24 por centos dos inquiridos. O online search, banners e vídeos online convencem pouco mais que metade dos respondentes.No estudo Trust, Value and Engagment in Advertising, a Nielsen mediu também a confiança que os consumidores depositam em 16 canais de comunicação. Fazendo a média, 56 por cento referem que confiam nesses canais totalmente ou em parte. Entre os canais em que depositam mais confiança, depois das recomendações pessoais, surgem os sites corporativos, as opiniões em fóruns online, as conteúdos editoriais e os patrocínios. É baseada nesta hierarquia que a consultora aconselha os marketeers a depositarem muita atenção nas redes sociais. Do lado dos media pagos, o online, outdoor, jornais, revistas, rádio, televisão são os media que reúnem mais credibilidade. Só a televisão, muitas vezes a apontada como um meio saturado, reúne 61 por cento de aprovação, aliás, a mesma reservada à publicidade nos jornais. Na área do digital, tem vindo a crescer a credibilidade que os consumidores dão a este suporte. A percentagem de confiança depositada, por exemplo, nos banners cresceu 27 por cento, entre 2007 e 2009. Estava nos 26 por cento e agora situa-se nos 33 por cento dos consumidores. Um desempenho positivo foi também registado no item publicidade associada a pesquisas. Saltou dos 34 para os 41 por cento.
Os inquiridos demonstram ainda perceber qual a função da publicidade, para além da vertente meramente comercial.
Os participantes neste inquérito destacam que a comunicação comercial gera concorrência, ajuda a promover a diversidade de escolha, contribui para que as empresas sejam bem sucedidas, cria empregos, é fundamental para a independência dos media e suporta eventos desportivos e culturais através dos patrocínios. Além disso, reconhecem que a publicidade capta a atenção e entretém.