3,9 milhões de euros são os resultados líquidos da Impresa no segundo trimestre, valor que embora represente uma descida de 27,2% face a igual período do ano passado, marca o regresso da holding de Francisco Pinto Balsemão aos lucros depois de três trimestres consecutivos negativos. A performance do trimestre contribuiu para reduzir os prejuízos do grupo no acumulado do ano, fixando-se nos 2,2 milhões de euros. No trimestre o grupo de Francisco Pinto Balsemão registou receitas de 67,2 milhões de euros, ou seja, menos 11,9% que em período homólogo, reflectindo as quebras ocorridas nas receitas das diversas unidades de negócio. No acumulado do ano a holding obteve receitas operacionais de 122,7 milhões de euros.
SIC regressa a contas positivas
Em televisão as receitas do trimestre fixam-se nos 41,8 milhões de euros, menos 16,5% que em período homólogo. Todas as linhas de receita assinalaram quebras, com o item outras, com 41,1% a registar a maior descida percentual, para os 1,5 milhões de euros (impacto da alienação da Iplay, destaca o relatório e contas), seguida de multimédia com 33,7%, para os 3,2 milhões de euros (“devido a menor número de programas de call TV e, simultaneamente a, uma redução do volume de chamadas nos programas”), e na publicidade. As receitas neste item no trimestre fixaram-se nos 26,6 milhões de euros, o que embora represente uma descida de 20,5% “reflecte um menor abrandamento no mercado publicitário em relação ao início do ano”, destaca o relatório e contas. A subscrição de canais foi a única linha de receita a assinalar um desempenho positivo crescendo no trimestre 13,9%, para os 10,5 milhões de euros. O desempenho do trimestre contribui para receitas semestrais de 76,8 milhões de euros (-16,7%).
No trimestre a SIC reduziu os custos operacionais em 4,9%, para os 34,6 milhões de euros, sendo “a principal responsável por esta descida foi a queda de 20% nos custos com pessoal”, já que, realça o relatório, “os custos de programação ainda apresentaram uma subida de 6,4% no segundo trimestre de 2009 com a exibição de ficção portuguesa”. No semestre os custos diminuíram 6,6%, para os 70,6 milhões de euros. A evolução do trimestre, onde a estação apresenta resultados antes de impostos de 4,9 milhões de euros (-48,4%), permitiu o regresso da SIC aos resultados positivos, com a estação a encerrar os primeiros seis meses do ano com 0,8 milhões de euros de resultados antes de impostos.
Publicidade em imprensa “não apresenta melhorias sensíveis” no trimestre
A área de jornais e revistas também assinalou reduções nas receitas no segundo trimestre, com todas as linhas a reflectirem quebras face ao trimestre homólogo, fixando as receitas totais nos 23,5 milhões. No semestre as receitas totais são de 42,9 milhões de euros (-25,1%).
As receitas publicitárias no trimestre caíram 35,3% (para os 12,7 milhões de euros) – no semestre a descida é de 36%, para os 21,6 milhões -, uma evolução trimestral que “não apresentou melhorias sensíveis” face ao primeiro trimestre do ano, sendo a quebra “particularmente sentida na área dos classificados”. “A única área que manteve um crescimento das receitas no segundo trimestre de 2009 foi a publicidade online, tanto no display como nos classificados”, destaca o grupo. Também as receitas de circulação registam quebras trimestrais (-10,9%, para os 8,6 milhões de euros), bem como a resultante da venda de produtos associados (-50,7%, para os 849 mil euros). Já “as outras receitas subiram 60% ajudadas pelo bom comportamento da área do costumer publishing”, fixando-se no trimestre nos 1,4 milhões de euros. Desempenho das linhas de receitas que se mantém no acumulado do ano, com o item Outros a ser o único a assinalar uma subida (+133,1%, para os 3,1 milhões de euros).
Também na Impresa Publishing os custos operacionais sofrem reduções. No trimestre estes decrescem 22,4%, para os 20,2 milhões “resultado das várias medidas de reorganização e de contenção de custos” – no semestre a descida é de 20,7%, para os 39,6 milhões de euros – contribuindo para resultados antes de impostos de 2,4 milhões de euros no trimestre (-41,1%), regressando aos valores positivos, o que empurrou os resultados no semestre para os 1,5 milhões de euros (-70,7%).
Impresa Digital reduz prejuízos
As receitas trimestrais da Impresa Digital reflectem a “alteração do perímetro de consolidação” face ao período homólogo, com a venda de activos (New Media), incorporação da empresa detentora do Chilltime, entre outros aspectos. As receitas fixaram-se no segundo trimestre nos 1,9 milhões de euros (-30,7%) e no semestre nos 3,2 milhões de euros (-20,7%). No trimestre todas as linhas de receita, com a excepção da InfoPortugal (+80,3%, para os 526 mil euros), vêem descer as suas receitas no período, caso da DGS (-46,2%, para os 729 mil euros), Aeiou (-4,6%, para os 278 mil euros) e outras (-55,4%, para 345 mil euros). Os custos operacionais no período sofrem uma redução de 53,6%, para os 1,5 milhões de euros, tendência que se mantém no semestre, período em que cai 43,7%, fixando-se nos 2,9 milhões de euros. Em termos de resultados antes de impostos a unidade mantém-se no negativo, embora tendo melhorado o seu desempenho, reduzindo o negativo de 1,5 milhões para 178 mil euros no trimestre (87,8%), e de 2,3 milhões no semestre para 655 mil euros (71,2%).