O outsourcing na produção de conteúdos tanto na imprensa como na televisão, através do recurso a freelancers, vai aumentar. Esta é uma das conclusões do TMT Predictions Portugal 2009 / 2010, estudo produzido pela consultora Deloitte, com o apoio da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC).As quebras de publicidade registadas no mercado faz com que os players sejam “unânimes quanto à necessidade e programas estruturantes de redução de custos”, pode-se ler no estudo, medidas que passam pela “unificação das redacções” e diminuição dos custos de programação “que se vai reflectir a médio prazo na descida do preço dos conteúdos”, como direitos de transmissões desportivas e de conteúdos de entretenimento. O estudo fala ainda de uma tendência de racionalização do portfólio das marcas, com a venda de títulos e marcas menos rentáveis ou mesmo o seu encerramento. “A maior parte dos players considera que poderão desaparecer títulos na imprensa (…) dependentes da publicidade”, dando como exemplo os gratuitos. “As rádios são dos meios com maior possibilidade de consolidação e selecção natural”, conclui ainda o estudo.
“Os media não dependentes apenas da publicidade sobrevivem” e a “televisão paga” cresce, tanto em termos de visionamento (+10%), como em número de subscritores e de investimento publicitário (+10%), realça o estudo.
Se “100% dos players consideram um decréscimo do volume de negócios de televisão, rádio, exteriores e imprensa em 2009″, para 2010, “apesar de ser de prever um cenário mais optimista, perspectiva-se a manutenção de quedas significativas para a rádio e a imprensa”, afirma o estudo. A televisão por subscrição (“com dúvidas na TDT”) e internet são os meios sobre os quais os operadores são “unânimes” em ditar o crescimento para o próximo ano.