A Metro Internacional está a negociar a compra dos 35% detidos pela Media Capital na Transjornal, adiantou ao M&P Tiago Bugarin, director-geral da empresa que edita o diário gratuito em Portugal. 2009 é o ano da “call option” estipulada no acordo entre os dois grupos de media relativamente à operação portuguesa do Metro, relembra o responsável da Transjornal, tendo havido “uma coincidência [da vontade] do Metro Internacional em comprar [a participação de 35%] e da Media Capital em vender”, diz quando questionado sobre qual das partes teria avançado com a iniciativa de compra. O tema começou a ser discutido entre as duas holdings a partir do final do ano passado, estando o seu desfecho previsto para “muito em breve”. O passo seguinte, afirma Tiago Bugarin, é na posse da totalidade do capital da editora, a holding sueca “ir ao mercado encontrar um novo parceiro”. Tiago Bugarin não revelou com que operadores a Metro Internacional está a negociar, adiantando apenas que já foram feitos “contactos”. “A ideia é o Metro manter-se em Portugal e encontrar um parceiro local”, isto é, um player que “tenha operação em Portugal” e com isso “reforçar a operação do Metro”, através de “sinergias, cross selling, dando força à marca integrando-a noutros produtos”. Qual a posição que o Metro Internacional está a negociar com esse futuro parceiro está ainda em aberto, podendo este último assumir uma posição “minoritária, maioritária e, no limite, pode haver uma forma de licenciamento ou franchising do título”, equaciona Tiago Bugarin, o que a concretizar-se representaria a saída total do Metro Internacional do capital da Transjornal.
Tiago Bugarin afasta um eventual encerramento do diário gratuito em Portugal, um cenário que o recente comunicado do grupo de media sueco parecia indiciar. “Não temos resultados negativos que justifiquem o encerramento”, frisa.