A Megafin, editora do Oje, fez uma parceria com RM2, de Marcos Barbosa Rodrigues, para o lançamento da edição semanal do título de economia em Cabo Verde, avançou ao M&P Guilherme Borba, administrador da Megafin. O título começa hoje a ser distribuído.Os dois parceiros detêm 50% da editora O Jornal Económico Lda, empresa que publica o Oje neste país de língua oficial portuguesa, tendo o projecto implicado um investimento que Guilherme Borba preferiu não revelar. O profissional, juntamente com Marcos Barbosa Rodrigues, irá ser administrador delegado da O Jornal Económico. Em Portugal Marcos Barbosa Rodrigues detém a agência de publicidade Artecomum, empresa que entrou no mercado cabo-verdiano em Janeiro do ano passado.
Em Cabo Verde, a editora irá ter dois elementos, um gestor de contas para fazer a ponte com os anunciantes locais, e um elemento que assegura a distribuição dos 7.500 exemplares do título distribuído em 170 pontos (empresas públicas, privadas, hotéis, restaurantes, universidades e “mais alguns pontos de acesso a quadros médios e superiores”). Os conteúdos locais serão produzidos pelo correspondente da Lusa em Cabo Verde. O título semanal terá um preço de capa de 100 escudos cabo-verdianos (cerca de 0,90 cêntimos) mas, adianta Guilherme Borba, “nesta primeira fase será oferta no período de seis meses a um ano, no âmbito de uma acção de marketing”. O Oje de Cabo Verde deverá também funcionar numa lógica de assinatura anual, como no mercado português. Guilherme Borba não adianta expectativas de facturação, mas mostra-se optimista com a receptividade do projecto, dado o ritmo de crescimento da economia cabo-verdiana que, segundo diz, remetendo para valores do Banco de Cabo Verde, se situa entre os 4,2 e os 6 %. O título “tem um tipo de informação económica que terá muita aceitação”, acredita. Além da edição em papel, o título tem um site.