
Manuela Botelho – Secretária-Geral da Associação Portuguesa de Anunciantes
Com a economia em terreno desconhecido – taxas de juro em baixa, a confiança do consumidor em colapso e os mercados em queda – não admira que o tema do retorno do investimento assuma cada vez mais um papel central nas decisões de marketing.
Acompanhando a rápida evolução do ambiente publicitário, constata-se mais do que nunca uma necessidade dos marketers avaliarem o impacto dos seus investimentos em media e confirmarem as suas decisões estratégicas através de análises e estudos robustos. Esta pode ser, por vezes, uma tarefa árdua, mas fundamental para quem tem que justificar e competir pela capacidade de investimento da sua empresa e mais fundamental se torna no contexto de turbulência económica e social que atravessamos.
Esta procura de accountability passa pela utilização de um conjunto de métricas como prova do sucesso, sendo a mais importante e todas elas o aumento dos resultados/lucros da marca e, consequentemente o seu contributo para os resultados da companhia, não apenas no curto mas acima de tudo no médio e longo prazos. É sabido que notoriedade, imagem de marca ou atitudes do consumidor não são suficientes quando se trata de avaliar a eficácia de campanhas publicitárias.
Em Portugal os Prémios á Eficácia têm demonstrado que as empresas estão cada vez melhor preparadas e mais sofisticadas quando se trata de medir a eficácia das suas campanhas e nesta matéria anunciantes e agências estão absolutamente de acordo – resultados são o drive de ambos os negócios.
Por isso, quem trabalha em comunicação de marketing e tenha como preocupação medir a eficácia das suas acções, então deve à sua marca, à sua empresa, ao seu cliente, à sua agência e á sua carreira, candidatar-se a um Prémio à Eficácia e tornar o seu caso visível.