
Depois de estar no escritório de Lisboa, Alexandre Rodrigues foi para a Sixandco de Paris, onde trabalha marcas como a Air France, Alfa Romeo, Fiat, Citroen, DHL e Orange. O criativo é o presidente da secção de digital e interactive media do Clube de Criativos, que conta com 100 inscrições.Meios & Publicidade (M&P): Vai valer a pena deslocar-se a Portugal para avaliar os trabalhos dos portugueses?
Alexandre Rodrigues (AR): Claro que sim. Aqui em França tem-se a ideia de que Portugal é um país bastante criativo e muitas vezes contam com os recursos portugueses para os projectos. No meu caso, a Sixandco precisava de um art director e preferiram recorrer a um art director português, que fazia parte do grupo, do que contratar um profissional francês.
M&P: Como decorreu essa passagem do escritório de Lisboa para o de Paris?
AR: Surgiu a oportunidade, e sendo eu bilingue e tendo vivido alguns anos em França, juntou-se o lado profissional e o da minha experiência. Como fazia parte da mesma empresa, queriam também um pouco a criatividade portuguesa aqui em França.
M&P: Que critérios vai aplicar na avaliação dos trabalhos?
AR: Na base está sempre a criatividade e a inovação. No digital, a inovação está sempre aliada à criatividade. Há sempre formas de fazer as coisas.
M&P: Vai privilegiar mais a ideia ou a componente tecnológica?
AR: As duas, porque estruturalmente nunca estarão dissociadas. Podemos ter a tecnologia à disposição, mas é preciso usá-la para desenvolver uma ideia. E não o contrário, isto é, ter uma tecnologia e querer usá-la à força.
M&P: Pela visão do mercado francês, que coisas estão a acontecer aí que não encontra em Portugal?
AR: Não há nada que não esteja a acontecer em Portugal. Aqui seguem-se as mesmas referências, as mesmas tendências. Acontece é que em França, sendo um mercado maior, há menos vontade em arriscar.