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Publicidade :: Artigos de Fundo

‘As áreas estão a fundir-se’

1 de Maio de 2009 às 05:32:41, por Rui Oliveira Marques

João Baptista, na véspera de se encontrar com os restantes jurados da secção de marketing relacional para avaliar os trabalhos inscritos, explica porque acredita que esta área está em “transição”. O presidente da secção, que é tam­bém director criativo da Marketingcom, está optimista quanto à qualidade dos vencedores. “Os orçamentos são muito mais pequenos. Isso obriga-nos a sermos mais criativos.” Concorrem 102 peças.

Meios & Publicidade (M&P): Os jurados já se encontraram para definir critérios. Quais os critérios que definiu para avaliar os trabalhos?

João Baptista (JB): Muitos deles estão a participar pela primeira vez como jurados e vêm de categorias como o marketing de guerrilha. A nossa actividade está em transição e as categorias estão a misturar-se. Definimos como critério principal a criatividade.

M&P: Apesar da secção se chamar marketing relacional, parece que cabe aqui tudo.

JB: Tentamos abrir os horizontes e não fechar os jurados a quem trabalha marketing relacional puro e duro. O marketing relacional é também, neste momento, o Facebook, o marketing de guerrilha e outras coisas que estão a acontecer todos os dias.

M&P: O nome da secção é o correcto?

JB: Obviamente que continua a ser marketing relacional. São relações incomparáveis, mas não deixam de ser relações, apesar de umas serem mais duradoiras do que outras.

M&P: De que áreas podem vir os trabalhos mais premiados?

JB: Tenho curiosidade. Pela experiência dos anos anteriores, em anos de crise, os briefings são os mesmos, mas os orçamentos são muito mais pequenos. Isso obriga-nos a sermos mais criativos. Espero que isso se verifique.

M&P: As agência de marketing de guerrilha ou de brand entertainment podem ganhar terreno aqui às agências de marketing relacional?

JB: No ano passado, tivemos uma acção, a da Águia do Benfica que foi a Cannes fazer um vistaço, mas que cá não vingou. Sem ver os trabalhos, não posso dizer que há trabalhos fortes. Acho que a maioria do trabalhos continua ser o marketing relacional puro e duro. Em tempos de crise há uma tendência para nós reafirmarmos as relações com os nossos clientes. Aquela máxima ainda se mantém: custa menos manter um cliente do que arranjar um novo. Por isso, acho que os programas de fidelização poderão ser a maioria dos trabalhos. O marketing relacional tradicional deverá representar a maioria das inscrições, mas espero que apareçam novidades.

M&P: Aqui também podem aparecer trabalhos da área digital.

JB: Essa foi uma consideração e vamos ter de trabalhar com o júri de digital para perceber até onde é marketing relacional e onde começa o marketing digital, para depois de consultar a própria agência que inscreveu o trabalho, saber se quer mudar de categoria. As áreas estão a fundir-se, cada vez mais.