Media Capital quebra 19% receitas publicitárias

Por a 28 de Abril de 2009

Cinco mil euros foram os lucros na Media Capital no primeiro trimestre, valor que representa uma descida acentuada face aos 4 milhões registados em período homólogo, segundo o relatório e contas ontem divulgado. Um resultado que o grupo atribui ao “desempenho operacional neste primeiro trimestre, bem como a subida dos custos financeiros”.
Nos primeiros três meses do ano a holding registou 58,6 milhões de euros de receitas operacionais, ou seja, mais 12% que em período homólogo. Contudo, em termos de receitas de publicidade assinala uma quebra de 19%, fixando as receitas nos 29,9 milhões de euros. Uma tendência de descida nesta fonte de receita que se faz sentir, em valores absolutos, sobretudo no negócio de televisão, onde as receitas operacionais totais se fixam 33,8 milhões de euros, valor que representa uma quebra de 9% face a igual período do ano passado. Para esta quebra contribuiu o decréscimo de 17%, para os 27,4 milhões, das receitas de publicidade, números que o grupo considera acima do desempenho geral de mercado já que, segundo as estimativas da Media Capital, “o mercado publicitário em sinal aberto terá recuado numa percentagem entre 20% a 25% em termos homólogos durante o primeiro trimestre”, pode-se ler no relatório e contas. O item outros proveitos sobe 46%, para os 6,5 milhões de euros. Uma variação que “reflecte sobretudo o contributo do novo canal TVI24, cujos proveitos operacionais começaram a ser registados em Fevereiro, bem como de proveitos resultantes da prestação de serviços de apoio técnico”. Os custos operacionais subiram 7% neste período, resultante do aumento dos custos de programação da TVI com a ficção nacional, e com o início das emissões do canal cabo, explica o grupo, fixando-se nos 29,2 milhões. Os lucros desta área de negócio caem 62%, para os 3,2 milhões de euros.
Com receitas operacionais de 23,8 milhões de euros, a área produção audiovisual regista um crescimento 129% face a período homólogo. “A contribuir de forma decisiva para este desempenho esteve a maior produção em Espanha, quer para operadores generalistas (com destaque para a Antena 3), quer para as televisões autonómicas”, refere o grupo no relatório e contas. A mais valia registada com a compra dos interesses minoritários na produtora de cinema Tesela, acrescenta, também contribuiu para este crescimento. A área fixa os seus lucros nos 1,5 milhões de euros, mais 131% do que em período homólogo.
A área de Entretenimento mantém estáveis as receitas operacionais nos 7,4 milhões de euros, com as receitas de música & eventos a subir 3%, para os 3 milhões, crescimento anulado pela descida de igual valor percentual em cinema & vídeo, para os 4,4 milhões de euros. Os custos operacionais subiram 5%, para os 7,8 milhões. A área fecha o trimestre com um aumento de 374% dos prejuízos, fixando-os nos 490 mil euros.
Em rádio as receitas operacionais caíram nos primeiros três meses do ano 23%, para os 2,5 milhões de euros, com a quebra das receitas de publicidade a impactar os resultados desta área de negócio. Este item cai 25%, para os 2,3 milhões de euros. O item outros proveitos as receitas sobem 5%, para os 3,2 milhões de euros. Os custos, por seu turno, descem 25%, com a redução nos custos de marketing e publicidade, bem como “com os ajustamentos na estrutura de colaboradores que foram ocorrendo desde os últimos meses de 2008”. O EBIT mantém-se no negativo, nos 1,2 milhões, embora o grupo tenha reduzido em 17% esse valor.
No item Outros, as receitas caíram 56%, para o negativo, e a publicidade 65%, uma descida justificada, diz o grupo, “pelo facto da actividade imprensa já não estar incluída”. “A publicidade da rede de sites da internet registou uma queda de 17%”, refere o relatório e contas. A área regista um EBIT negativo de 52 mil euros, o que representa uma diminuição de 97%, face a período homólogo.

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