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Media :: Noticias

Editora do Correio da Manhã faz despedimento colectivo

23 de Abril de 2009 às 02:00:00, por Ana Marcela

A Press Livre, editora do Correio da Manhã, está a realizar um despedimento colectivo que vai atingir dez colaboradores.A notícia foi avançada pela Lusa, e confirmada pelo M&P junto a fonte oficial da empresa que justifica a decisão com as actuais condições de mercado. “O ajustamento verificado na estrutura de recursos da Presslivre enquadra-se no contexto de acentuada redução do investimento publicitário, e que no grupo significou uma diminuição de 21,7% no primeiro trimestre, motivada pela recessão económica em que vivem a generalidade dos mercados”, afirmou ao M&P. A mesma fonte do grupo não confirma, contudo, notícias que dão como certo que o despedimento colectivo afecta sobretudo o Correio da Manhã, e em particular a redacção. O M&P tentou obter um comentário da direcção do jornal que não se mostrou disponível.

Em comunicado, o Sindicato de Jornalistas considerou não haver “motivos válidos para o desencadeamento de um processo desta natureza”, afirmando que apesar da crise, “a Cofina possui capacidade para diminuir o seu impacto e prestar apoio a empresas do grupo que circunstancialmente o necessitem”. Mais, diz o SJ, trata-se de um despedimento “que acentua a redução de jornalistas recentemente encetada, nomeadamente em delegações do jornal (são atingidas agora as delegações de Braga, Porto e Algarve, além da sede), diminuindo a relação do Correio da Manhã com as regiões com efeitos negativos na expressão da diversidade das realidades do país”.
A Lusa dava ontem igualmente conta de um novo despedimento colectivo, com início em Abril, no Record, informação negada de forma peremptória por Alexandre Pais, director do desportivo, classificando-a de “completamente falsa”. Em declarações ao M&P, o responsável, recorda, que “o único despedimento colectivo levado a cabo no Record – e que acabou por ser anulado em virtude de ter havido acordos individuais com os 12 trabalhadores apontados – deu-se há precisamente um ano, como foi largamente noticiado”. Desde então, continuou o responsável, saíram cinco jornalistas para o I, substituídos por quatro colaboradores sem vínculo contratual ao jornal e por um profissional vindo de O Jogo, completando o actual quadro de 80 jornalistas.

A notícia do despedimento colectivo no grupo português surge no mesmo dia que a Lusa deu conta de que a Prisa prepara um processo de redução do seu número de trabalhadores que poderá atingir até dois mil funcionários em todo o mundo.