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Media :: Artigos de Fundo

‘Nem os angolanos têm capital da Económica, nem a Económica tem nos angolanos’

17 de Abril de 2009 às 05:55:36, por Meios & Publicidade

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M&P: Já estão em Angola…

AC: E no Brasil estamos em negociações adiantadas com a Exame, o Valor Económico e a Gazeta Mercantil. O nosso objectivo é estar de forma consistente, com as empresas portuguesas lá ou brasileiras que queiram estar cá, não é estar nas bancas. É estar em parceria com um destes produtos ou directamente num modelo quase newsletter distribuída a este segmento de clientes, seja online diário, seja papel semanal. Não é possível seguir a mesma estratégia de Angola por razões de escala de produto, de mercado. Em Angola somos um parceiro forte do Expansão, os exclusivos do DE e do FT já estão a ser geridos de forma activa.

M&P: A entrada directa no mercado angolano foi afastada?

AC: Não, mas o mercado angolano tem um problema de distribuição que não é possível de resolver para quem não esteja lá. Em termos diários é difícil pelo transporte e mesmo na impressão estão agora a começar a ter um nível de profissionalização que, para já, só consegue ter mercado para os operadores locais. A forma mais eficaz é fazermos quase um franchising da marca.

M&P: A redacção do Expansão está nas vossas instalações.

AC: É por uma questão prática. Como parceiros ajudamos a escolher a gráfica, a montar a operação, mas nem os angolanos têm capital da Económica, nem a Económica tem nos angolanos.

M&P: Em comum têm um vice-presidente [Rafael Mora] que faz parte do conselho de gerência da Score Media.

AC: É o ponto comum, há muita especulação. Há quem diga que temos a ver com a entrada da Score Media no Sol… Não temos nada a ver com isso.

M&P: A Score Media também nega ter entrado no Sol.

AC: Publicamente pouco se sabe. Eu próprio tenho informação do presidente da Score Media, de que ele é representante de investidores angolanos no Sol. Mas como tem essa ligação de ser presidente da Score Media e como a Ongoing, no caso a Económica, tem um vice-presidente que é vice da Score Media… E, por coincidência, a mãe de Nuno Vasconcellos, chama-se Isabel dos Santos [da família Rocha dos Santos] e muito gente confunde o nome com a empresária angolana Isabel dos Santos, a associação resulta nesta confusão. O que há é uma parceria editorial. Estamos a publicar semanalmente quatro páginas de África e utilizamos produtos do Expansão sempre que o assunto o justifica e vice-versa. Achamos este caminho o mais eficaz para entrarmos no mercado angolano.

M&P: A coincidência de um membro da administração nos dois grupos não limita a vossa expansão em Angola?

AC: Imaginemos que vamos entrar directamente com o SE. O SE não substitui o Expansão, um jornal de economia angolano que retrata a economia angolana. Entrar directamente seria sempre com um entendimento comum potenciando a Expansão e o Económico. A internacionalização da marca é importante, mas não é aí que se joga o nosso campeonato.

M&P: A internacionalização já representa uma receita interessante?

AC: Começa a ser. Temos projectos para organizar conferências em Angola. Ainda é residual, mas nesta primeira fase o objectivo é mais editorial.