RTP: 2009 ano de ‘navegação’ à vista

Por a 30 de Março de 2009

Em 20009 o grupo RTP prepara-se para enfrentar um ano de que Guilherme Costa classificou de “difícil”. “Vamos nagevar à vista, dando ou tirando gás consoante o comportamento do mercado e das receitas”, afirmou o presidente do grupo, durante a apresentação do relatório e contas do grupo RTP do ano passado. Manter-se “em linha” com a evolução dos restantes operadores de televisão é o objectivo do responsável. Apesar de se escusar a revelar qualquer previsão em termos de quebras de receitas publicitárias “neste contexto” de incerteza, Guilherme Costa admite que “vamos baixar” em termos de receitas oriundas por esta via.

Em termos de custos, o responsável também não precisa valores, afirmando este “é um ano de combate ao desperdício”. “Empresas pesadas, com 2.500 funcionários, têm bolsas de custos que podem ser fontes de desperdício”, afirma o presidente do grupo RTP que, no entanto, nega a possibilidade de isso passar por despedimentos, mas sim por uma aposta na formação, “em novos projectos de serviço público”, bem como pela revisão da presença online e numa “melhor exploração de produtos de arquivo”.

Guilherme Costa, quando questionado pelo M&P, escusou-se a concretizar que novos projectos de serviço público estavam a ser contemplados. Passariam esses projectos pelas antenas internacionais do grupo? Rodrigo Costa afirmou apenas que depois das mudanças operadas em na RTP1, RTPN e RTP Memória as antenas internacionais serão os próximos canais a ser analisados: “Estão na fila.”

O grupo, adiantou Guilherme Costa à margem do encontro à Lusa, vai apresentar ao Estado uma nova proposta de serviço público, que implica mudanças ao contrato de concessão e ao acordo de reestruturação. Para o presidente da RTP, a empresa “não funciona num quadro de serviço público residual ou de guetto”, já que “se conseguirmos determinados níveis de qualidade todo o panorama audiovisual pode ser mais rico”. “Para isso, precisamos de atingir níveis de audiência”, frisa, colocando como objectivo na área de televisão não “descer abaixo dos 30%” da audiência combinada dos dois canais públicos em sinal aberto.

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