O conselho regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) chumbou as candidaturas da Zon e da Telecinco ao quinto canal, reiterando assim a posição tomada em Fevereiro de que os dois projectos não cumpriam os requisitos legais exigidos pelo concurso.
Feita a análise dos comentários das duas propostas, a ERC manteve a posição de que, no caso da ZON, esta candidatura não preenchia o requisito dos meios técnicos e humanos afectos ao projecto. Em relação à Telecinco, proposta ligada a Carlos Pinto Coelho, David Borges e Emídio Rangel – este último viu o seu projecto para o quinto canal chumbado pela Zon -, o órgão regulador argumenta “não existir viabilidade da proposta no plano económico-financeiro”.
Contactado pelo M&P, Carlos Pinto Coelho, porta-voz da Telecinco, declarou a intenção de levar o processo para tribunal, não escondendo a sua indignação face ao sucedido: “Não nos conformamos com esta decisão. É um atentado à cidadania”. De resto, diz Pinto Coelho, mais esclarecimentos serão dados hoje em conferência de imprensa agendada para as 15h00 no Hotel Ritz.
Em relação à ZON, fonte oficial da empresa remeteu qualquer comentário para o comunicado enviado para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, onde a operadora “reafirma a sua convicção de que a candidatura por si apresentada obedece, em todos os critérios, às exigências do regulamento para o desenvolvimento do sector audiovisual em Portugal”. A empresa, pode-se ler ainda no comunicado, está a avaliar a deliberação da ERC, por forma a decidir quais os próximos passos a serem tomados pela empresa.