O secretismo em torno do novo diário chegou esta semana ao fim. Martim Avillez Figueiredo, director do título e proprietário de 5 por cento da Sojormedia Capital, escolheu a Lusa para revelar os pormenores desconhecidos e confirmar alguns já publicados, quase sempre acompanhados pelo “a empresa não comenta”. Na segunda, confirmou-se que o novo diário se chamará I, como o M&P já tinha avançado, que a equipa começa a trabalhar em força na segunda-feira, que cada jornalista receberá um kit com um telemóvel, um tripé e um microfone, e vários pormenores sobre o espaço, inclusive que na redacção serão instalados 16 ecrãs de televisão.
Na terça-feira leu-se basicamente que o jornal estará dividido em quatro grandes secções – Radar, Zoom, Mais e Desporto -, fugindo assim a uma organização mais tradicional. Na quarta soube-se que o jornal não sairá ao domingo, que terá um formato idêntico ao espanhol ABC, um papel mais pesado, menos 35 a 40 por cento de páginas e um preço de capa semelhante aos outros jornais. Depois, no segundo de três takes, foi dito que o novo projecto envolve um investimento global de 10,4 milhões de euros, número que até aqui não tinha sido confirmado, e que está nos planos da editora que o projecto se torne rentável em cinco anos.
Até como declaração de interesses, não vale a pena esconder que gostávamos de ter sido nós a avançar, em discurso directo, todos estes pormenores. Mas nove takes em três dias? A estratégia do editor compreende-se com facilidade mas, comparativamente, nem o congresso do PS?rendeu tantas notícias à Lusa.