A Portugal Telecom e cinco grupos de media nacionais criaram uma rede de anúncios contextuais para os seus sites. Media Capital, Cofina, Impresa, Sonaecom e Controlinveste são os grupos de media que adoptaram a plataforma criada pela equipa do Sapo, da PT, para a publicidade contextual nos seus sites, entrando no território de eleição do Google. O projecto, adianta João Paulo Luz, director comercial do Sapo, surgiu da “percepção que o mercado português nesta área estava na dependência total do Google”. “O Google é uma marca global e nenhum grupo de media nacional tinha dimensão para fazer face ao Google”, acrescenta o responsável.A possibilidade da plataforma permitir a personalização dos anúncios com a marca do publisher, bem como o grupo receber uma fatia da receita por cada anunciante por si angariado são alguns dos factores que, no entender, de João Paulo Luz surgem como diferenciadores. Um argumento corroborado por Nuno Ribeiro, director de multimédia e e-business da Controlinveste, que elege o facto dos anúncios surgirem com a marca Controlinveste nas páginas dos sites do grupo como um factor “decisivo”. “Haver transparência no modelo de negócio e de receitas” é outro dos elementos destacados pelo responsável da Controlinveste, que reúne sites com o do Jornal de Notícias ou da TSF, já que anteriormente “não sabíamos quanto o Google tinha de receitas, nem como as partilhava”.
A rede abrange, segundo informações disponibilizadas pela PT, um universo de 4,5 milhões de portugueses na internet.
Este artigo será desenvolvido na próxima semana, na edição em papel do Meios&Publicidade.