Não faltam razões para se ficar preocupado quando se olha para o turismo nacional. Os números dizem que este ano haverá menos estrangeiros em Portugal a passar férias.
Os dados mais recentes, referentes a Novembro, indicam que as receitas do turismo internacional em Portugal caíram 6,8 por cento. O Banco de Portugal diz que, este ano, “as exportações de serviços de turismo deverão continuar a ser significativamente afectadas” pelos maus resultados dos principais mercados originários de turistas, aqui com o Reino Unido e Espanha a merecerem especial destaque. Com menos turistas internacionais, este é o momento-chave para consolidar as diferentes regiões do país como um destino de férias de eleição para os próprios portugueses. As 19 regiões de turismo do continente foram fundidas em cinco entidades regionais de turismo, adquiriram escala e podem agora de uma forma mais consistente vender melhor o vá para fora cá dentro. Vão conseguir? Até agora, só Madeira, Algarve e Açores têm apostado numa comunicação permanente. E como se não chegasse, existe a concorrência das regiões fronteiriças de Espanha, que apostam em comunicação e acções de relações públicas permanentes em território nacional.
Os Açores obtiveram há dias uma óptima visibilidade com a instalação de umas vacas na Praça de Espanha, em Lisboa.
Foi um projecto simples, com elevada repercussão nos meios, mas que fica a anos-luz de qualquer outra acção de promoção regional. Depois de ler o artigo de capa desta semana, fica-se com a certeza que, após a reorganização administrativa, as regiões estão a precisar de um bom director de marketing.