Com as previsões de inflação nos 2,9 por cento e o país em recessão técnica, os dados da edição deste mês do Conselho dos Notáveis confirmam o que se diz por aí: já começou a retracção do investimento publicitário, dizem 65 por cento dos inquiridos. Na opinião de 44 por cento dos membros deste painel vamos chegar ao final do ano com um crescimento inferior aos 2 por cento previstos, o que já representa um decréscimo real. Parece assim que em tempo de crise, financeira ou real, continua a ser no marketing que as empresas começam por cortar. E é nesta conjuntura que é lançado o concurso para o quinto canal generalista em sinal aberto. Se há uns meses se percebia que uns defendessem a sua existência e outros a criticassem, consoante, obviamente, um conjunto de interesses que nunca foram escondidos, agora avançar para uma candidatura parece um acto de coragem – ou será a chamada fuga em frente?
Quarta-feira, um dia depois de Barack Obama ter conquistado a presidência dos Estados Unidos, o PSI20 caiu 2,13 por cento, após seis dias de ganhos consecutivos. À hora de fecho desta edição, o Nasdaq estava a cair 3,95 por cento, o Dow Jones 3,52 por cento e o CAC40 tinha fechado a perder quase 2 por cento. A excepção foi o índice espanhol, que encerrou com ganhos de 0,18 por cento. O “dia seguinte” mostrou assim que a vitória do primeiro presidente negro da história dos EUA não bastou para fazer subir a confiança dos investidores. Por cá e na área da comunicação, os resultados foram em contraciclo, com a Media Capital a fechar o dia com ganhos de 21 por cento e a Impresa de 4,35 por cento. Seria mais surpreendente se não fossem as quedas das últimas semanas.