No dia em que a PT anunciava ter ultrapassado os 200 mil clientes com o Meo, o grupo de Zeinal Bava recebeu outras boas novas na frente do serviço de televisão por subscrição. A operadora obteve 84,94% na segunda avaliação da comissão de análise do concurso para os canais pagos da Televisão Digital Terrestre (TDT). O grupo de Zeinal Bava volta assim a obter a melhor pontuação na segunda ronda de avaliação levada a cabo pelo júri, depois de em Julho a Airplus TV ter pedido ao ICP – Anacom o impedimento do presidente da comissão de análise, Carlos Salema, invocando relações familiares do responsável com a PT que, no seu entender, tinham impedido que o júri fosse “isento e capaz” na sua avaliação.
Pierre Antoine Lavoix e Alberto Castro, os dois membros do júri que se mantiveram na comissão de análise, atribuíram 57,49% aos suecos da AirPlus TV, uma pontuação ligeiramente superior aos 56,92% obtidos na primeira avaliação. “Distorcida e parcial” foi como Michael Werner, CEO da Airplus TV, classificou em comunicado enviado às redacções esta nova avaliação, considerando “inaceitável que o júri insista numa avaliação distorcida e parcial”. Os responsáveis da operadora criticam ainda a metodologia usada, considerando “inaceitável que o júri insista numa avaliação distorcida e parcial”, afirmou Michael Werner.
“Nada de relevante foi alterado”, refere por seu turno, Luís Nazaré, chairman da Airplus TV Portugal. “A metodologia, em clara violação das disposições comunitárias para os concursos públicos, manteve-se”, o mesmo afirma o responsável, “a bitola de avaliação, artificialmente criada na ronda anterior e que a Airplus considera ilegal”, o júri e “a subjectividade das classificações manteve incólume o seu pendor”. Mais, afirma o responsável, “a ausência, sentida no primeiro relatório, de critérios concorrenciais manteve-se”. Mudanças, considera Luís Nazaré, só mesmo no “estilo” deste novo relatório, onde se “apagaram algumas das adjectivações mais carinhosas para com a proposta concorrente”. A operadora vai comentar nos próximos dez dias o relatório da Comissão.
A operadora, recorde-se, mantém no Tribunal Administrativo de Lisboa, uma providência cautelar ao concurso, processo sobre o qual ainda não houve uma decisão do tribunal. Contactada pelo M&P, fonte oficial da PT não quis comentar.